A 18.ª edição da maratona do Porto vai apresentar-se com a habitual elite de atletas africanos em 06 de novembro, propondo quenianos e etíopes à renovação dos recordes masculino e feminino, fixados em 2021 e 2017, respetivamente.

“Este ano temos equilíbrio no pelotão, o que nos permite sonhar em bater um recorde ou até ambos. Acredito nisso, já que estamos a dois anos dos Jogos Olímpicos Paris2024 e estão todos a querer aparecer”, confidenciou à agência Lusa o diretor-geral da Runporto, Jorge Teixeira, à margem da apresentação da próxima edição da tradicionalmente mais participada maratona nacional, decorrida no Salão Árabe do Palácio da Bolsa, no Porto.

O queniano Zablon Chumba, vencedor em 2021, com um recorde de 02:08.58 horas, tem como candidatos à sua sucessão os compatriotas Bernard Kibet, Brimin Kipruto Kimeli, Daniel Kipkosgei Kemboi, Evans Kipkoech Korir, Kiprop Limo, Robert Kimutai Ngeno e Lucas Kimeli Rotich, além dos etíopes Dadi Yami Gemeda, Chele Dechasa, Belay Asefa Bedada, Haileye Amdemaryam ou Haymanot Alew e do moçambicano Zaccarias Sitoe.

Já as quenianas Alice Jepkemboi Kimutai e Lydia Njeri Mathathi, bem como as etíopes Belainesh Yami Gurmu, Birke Debele, Sichala Kumeshi, Kebene Chala, Bedada Tigist e Ayana Mulisa são as favoritas no quadro feminino, cuja recordista é a queniana Monica Jepkoech (02:26.58), sendo que a etíope Kidsan Alema (02:28.01) se impôs há um ano.

“Estava a faltar aquilo que vamos ter este ano: muitas mulheres a correr à procura de um recorde. Há sempre muita dificuldade em recrutar atletas oriundos de África e mais difícil ficou com a pandemia [de covid-19]. O lote de corredores de elite está fechado e dá-nos garantias de que possam ser alcançadas grandes marcas”, estabeleceu Jorge Teixeira.

Chancelada pela World Athletics, a maratona do Porto “superou este fim de semana os 10.000 inscritos”, em representação de 67 nacionalidades, mas quer “andar na casa dos 12.000 a 13.000”, com o lote luso liderado por Hermano Ferreira (EA Coimbra), Carlos Costa (Guilhovai), José Sousa (Praia de Mira) e Vanessa Carvalho (Sporting de Braga).

“Com um curto orçamento, temos conseguido verdadeiros milagres e vamos continuar a persegui-los. A maratona do Porto tem feito grandes campeões e serve como rampa de lançamento para muitos atletas que eram desconhecidos, mas deixam de o ser. Veja-se que a Brigid Kosgei [vencedora do evento em 2015 e recordista mundial da distância] realizou aqui a sua primeira maratona. É um motivo de orgulho para nós”, exemplificou.

A renovação do recorde absoluto vale um prémio monetário de 3.000 euros, numa prova responsável por um impacto estimado de 12,7 milhões de euros (ME) na economia local em 2018, segundo um estudo efetuado pela Universidade do Algarve no derradeiro ano.

“Acreditamos fracamente que esses números serão superiores este ano, o que é algo de extraordinário para este território num só fim de semana. Temos a vantagem de já não se falar de pandemia nem de precisarmos que as pessoas mostrem os seus certificados de vacinação e usem máscara. Só isso dá logo uma liberdade absoluta para todos, não só a quem organiza, como também a quem participa”, adicionou o diretor-geral da Runporto.

Com partida antecipada para as 08:00, o evento vai arrancar junto ao Sea Life, na via do Castelo do Queijo, em simultâneo com uma corrida solidária de 10 quilómetros e uma caminhada de 6.000 metros, sem fins competitivos e destinada a todas as faixas etárias.

O percurso de 42,195 quilómetros voltará a estender-se pela frente atlântica das cidades de Porto e Matosinhos, uma vez que, à imagem da edição anterior, as obras no tabuleiro inferior da Ponte D. Luís I continuam a impossibilitar a passagem por Vila Nova de Gaia.

Já o local de chegada transita da Avenida do Parque, junto ao Parque da Cidade, para o Queimódromo, meta da maratona do Porto entre as edições de 2016 e 2019, mas onde estava instalado um centro de vacinação e testagem à covid-19 em novembro de 2021.

“Essa é a única alteração. Temos muita pena de não passar a Ponte D. Luís I, mas este percurso é mais rápido e melhor para os atletas. Contudo, não vamos abdicar de ir a Vila Nova de Gaia no futuro, pois faz parte da vida desta maratona”, finalizou Jorge Teixeira.

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