Patrícia Mamona disse hoje que está a preparar-se para bater o recorde nacional de triplo salto, marca que lhe pertence, com 15,01 metros, desde os Jogos Olímpicos Tóquio2020.

Num seminário intitulado "Patrícia Mamona: A base científica das medalhas", que teve lugar no salão nobre da Faculdade de Motricidade Humana (FMH), Patrícia Mamona recordou o começo da sua carreira, e como uma prova escolar de corta-mato mudou a sua vida, e as dificuldades que teve de ultrapassar antes de poder pisar os grandes palcos.

“Desde muito nova percebi que os desafios servem para nos superarmos. Nós atletas vivemos isso todos os dias, temos de nos focar no objetivo, sempre a tentar alcançar uma meta”, confidenciou a atleta.

Sobre o seu percurso, a atleta que em 2021 conquistou a medalha de ouro no Campeonato da Europa de atletismo em pista coberta recordou a passagem pelos Estados Unidos da América, a lesão e a decisão de formar uma equipa multidisciplinar.

“Eu e o meu treinador percebemos que sozinhos não podíamos fazer mais do que já tínhamos conseguido e por isso constituímos a nossa equipa multidisciplinar”, contou Patrícia Mamona, que para o futuro deixou a promessa de saltar mais do que os 15,01 metros, que é o seu atual recorde e melhor marca nacional.

“O máximo não é o limite. Vou fazer mais do que 15,01 metros. O caminho continua, à procura de um novo máximo. Vou continuar a trabalhar”, concluiu Mamona.

O treinador José Uva, que descobriu a atleta e trabalha com ela desde o primeiro dia, confirmou que é possível à atleta alcançar melhores resultados.

“É sempre possível saltar mais um centímetro. A transcendência é o nosso objetivo”, atirou o treinador.

Sobre a estratégia que a atleta hoje segue, José Uva realçou a importância de em conjunto com a atleta terem decidido constituir uma equipa multidisciplinar.

“Foi fundamental reunir o conhecimento de todos os especialistas, com a inter-relação entre os profissionais do Comité Olímpico (COP), a Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) e a FMH. Posso garantir que sem eles a Patrícia não tinha conseguido saltar os 15,01 metros”, assegurou o treinador.

Para o futuro, José Uva revelou que todos estes profissionais trabalharam aspetos tão importantes como o sono, a alimentação ou a motivação psicológica e que, estando tudo alinhado, só há um caminho.

“Competir e estar onde estão os melhores. Competir com essas atletas para que o dia da prova seja só mais um dia. Se assim for, no dia da prova estaremos prontos para competir e é só saltar mais do que as adversárias”, terminou.

Nesta sessão, onde foi ainda mostrada a tecnologia que a atleta teve ao seu dispor no treino que culminou com o seu recorde pessoal, estiveram também presentes Jorge Vieira, presidente da FPA, e José Araújo, secretário-geral do COP.

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