Patrícia Mamona, Dulce Félix, Rui Pinto e Tsanko Arnaudov foram alguns dos principais protagonistas da segunda jornada dos Campeonatos Nacionais de clubes de atletismo em pista coberta, que terminaram hoje em Braga.

Patrícia Mamona fez um dos melhores resultados da tarde do segundo dia da final, com 14,10 metros no triplo salto, depois de ter aberto o concurso com 13,98 e de ter saltado depois 14,00 metros, revelando uma grande regularidade.

“Em primeiro lugar, o objetivo era conseguir o triunfo para o clube. Por isso, o primeiro salto foi para marcar posição e foi conseguido”, disse a atleta, que em Madrid fizera recorde pessoal, com 14,46 metros.

A alguns dias de competir no último ‘meeting’ do circuito da federação internacional (Dusseldorf, em 20 de fevereiro), a regularidade é o que mais significado tem para a atleta.

“Aproveitei a oportunidade para tentar voltar à corrida de chamada que usei em Madrid e correu bem. A pista é um pouco dura e eu senti isso no primeiro salto, com algum desconforto, mas, no essencial, fiquei contente com a minha corrida”, concluiu a atleta, que espera ter tudo alinhado para os Europeus de pista coberta, em Glasgow.

Outro bom resultado foi conseguido por Dulce Félix, nos 3.000 metros, que terminou em 9.13,40 minutos, não muito longe da marca de qualificação para Glasgow (9.05 minutos), derrotando a jovem Mariana Machado, que fez o seu melhor registo do ano (9.23,73).

“Quando o clube necessita de mim eu respondo o melhor que posso e sei. Fui logo para a frente marcar o ritmo, para não ser surpreendida e consegui triunfar, que era o importante”, referiu a atleta.

A atleta do Benfica estava contente com a corrida, pois permitiu-lhe variar um pouco o treino, com esta exigência de maior velocidade: “Tenho os objetivos claros e quero ir ao Nacional de corta-mato, se o clube entender que poderei ir, claro. Se estiver na linha de partida é claro que tentarei obter mais um título, mas subir ao pódio também me deixará contente”, concluiu.

Sem objetivos na pista coberta estava também Rui Pinto, do Benfica, que correu os 3.000 metros em 8.16,91 minutos, numa corrida bem marcada com o sportinguista Eduardo Mbengani, que ficou em segundo lugar, após um ‘sprint’ mais forte do benfiquista.

“Quando estamos mais resistentes, estamos mais confortáveis para as corridas mais curtas e mais rápidas. Sabia como podia correr, senti sempre essa confiança e acabei por contribuir para o clube, como era o meu dever”, afirmou o atleta.

O lançador Tsanko Arnaudov, capitão do Benfica, no final da sua prova e do dia, era o espelho do contentamento da equipa por mais um título conquistado.

“Acabou por ser um pouco mais folgado, devido ao percalço do atleta do Sporting no primeiro dia, mas vencemos com todo o mérito. O muito público que aqui estava até merecia que ainda tivesse sido mais emocionante”, referiu o atleta, que também estava agradado com o resultado alcançado individualmente, pois “o que importava era vencer”.

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