O Sporting dominou hoje os campeonatos de Portugal de corta-mato, distância longa, obtendo os dois principais títulos coletivos e triunfando ainda em seniores masculinos com Rui Teixeira, com a benfiquista Dulce Félix, campeã feminina, a impedir o pleno.

O Sporting já se apresentava com grande favoritismo aos títulos coletivos, até porque o Benfica não apresentava equipas completas, e confirmou-o totalmente, ao conseguir colocar todos os seus elementos pontuáveis (quatro) até ao quinto lugar em masculinos e sexto em femininos.

Na prova masculina, o benfiquista Rui Pinto, campeão nacional há dois anos, e que este ano impressionara no nacional de distância curta, ainda andou na frente, mas acabou por desistir antes da última volta, cedendo aos ataques de Licínio Pimentel (40 anos) e Rui Teixeira (37 anos), ambos do Sporting.

Na última volta, as posições ficaram bem vincadas, com Rui Teixeira, campeão em 2018, a conseguir ser mais forte no sprint, obtendo o seu segundo triunfo consecutivo, sete segundos à frente de Licínio Pimentel, atleta que desde 2006 se classifica sempre no ‘top 9’, repetindo o título de vice-campeão obtido em 2015 e 2017. No terceiro lugar, chegou o mais jovem Miguel Marques, a 21 segundos do vencedor.

Nuno Costa, do Maia, impediu que o Sporting conseguisse a mais baixa pontuação possível, obtendo o quarto lugar, a 34 segundos do campeão, ficando à frente de António Silva, a 41.

Em femininos, o Sporting também se sagrou campeão de clubes, mas a sua tática de ‘encher’ de novo o pódio foi contrariada por uma motivada Dulce Félix, que depois de ter estado ausente em 2017 e 2018, por ter sido mãe, e de ter sido segunda em 2016, obteve o seu sétimo título de campeã nacional, ficando a um título apenas da mais campeã, Rosa Mota.

Nesta corrida, a benfiquista foi paciente, jogou a sua cartada na hora certa, isolou-se e cortou a meta cinco segundos antes de Catarina Ribeiro, do Sporting, a campeã em 2018, que estava em terceiro lugar à entrada na última volta, mas que foi recuperando e na descida final passou mesmo para o segundo lugar, à custa de Salomé Rocha, que regressou após longa paragem, ficando a 11 segundos da campeã.

Sara Moreira, também do Sporting, chegou em quarto lugar e adiou uma vez mais a possibilidade de se sagrar campeã, ela que já foi vice-campeã em cinco ocasiões. Outra benfiquista, Neide Dias, surpreendeu com o seu quinto lugar, mas a mais de um minuto (1.03) da campeã. Fechou a equipa do Sporting a pendular Ana Ferreira, no sexto lugar.

Para além dos títulos coletivos em seniores, o Sporting triunfou em juniores masculinos (e poderá encontrar o Benfica na Taça dos Clubes Campeões Europeus) e juvenis femininos, enquanto o Maia triunfou em juniores femininos e o Benfica venceu em juvenis masculinos.

Nos escalões mais jovens, destaque para os triunfos dos favoritos juniores, a bracarense Mariana Machado, a campeã no ano passado (e que este ano se sagrou campeã absoluta de crosse curto) e o benfiquista Etson Barros, que conquistou o seu primeiro triunfo da categoria, depois de dois títulos consecutivos em juvenis.

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