A Espanha conquistou hoje de forma dramática um lugar na final do 18.º Mundial de basquetebol, na China, mantendo-se na corrida a repetir o título de 2006, ao bater a Austrália por 95-88, após dois prolongamentos.

Numa reedição, com o mesmo desfecho (89-88 para os espanhóis), do jogo do bronze dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, o ‘cinco’ de Sergio Scariolo esteve quase sempre em desvantagem no tempo regulamentar, mas reagiu a tempo de forçar o tempo extra.

Os espanhóis entraram bem no primeiro prolongamento, abrindo cinco pontos de vantagem, mas só se conseguiram ‘desembaraçar’ dos australianos no segundo, com um parcial de 10-0 - após sofrerem dois pontos -, com dois ‘triplos’ de Sergio Llull.

A defesa foi a chave do sucesso dos espanhóis, que chegaram a estar a perder por 11 pontos (39-50, a 4.50 minutos do final do terceiro quarto), tal como a efetividade nos lances livres - 18 em 20 antes de Ricky Rubio falhar dois com o jogo ‘resolvido’.

Em termos individuais, a Espanha contou com o regresso do melhor Marc Gasol, autor de 33 pontos, seis ressaltos e quatro assistências, ‘replicando’ o que o irmão Pau fizera, há três anos (31 pontos e 11 ressaltos), no jogo do bronze olímpico.

O base Ricky Rubio, com 19 pontos, 12 ressaltos e sete assistências, foi também de determinante, sobretudo porque disse ‘presente’ nos momentos decisivos, tal como Llull, Victor Claver e Rudy Fernández, impressionante na defesa.

Na formação australiana (superior nas tabelas, com 57 ressaltos, 20 ofensivos, contra 43), Patty Mills foi o melhor, com 32 pontos, mas só acertou quatro de 11 ‘triplos’ tentados e falhou três lances livres (oito em 11), um deles determinante, a 4,7 segundos do fim do tempo regulamentar, com 71-71.

Por seu lado, Nic Kay esteve em grande nível, com 18 pontos e 11 ressaltos, ao contrário de Joe Ingles (quatro pontos), Matthew Dellavedova (seis) ou Aron Baynes (seis), três elementos do ‘cinco’ que ficaram ‘curtos’ pontualmente.

A Espanha chegou a 5-0, mas o primeiro período foi pautado pelo equilíbrio, com várias igualdades e alternâncias no marcador, com Llull a ter a última ‘palavra’, com um ‘triplo’ sobre a ‘buzina’ que deu vantagem aos europeus (22-21).

Os australianos responderam com seis pontos consecutivos no início do segundo período (27-22) e, perante uma Espanha sem acerto nos lançamentos, dominaram por completo o jogo até ao intervalo, ao qual chegaram a vencer por 37-30.

No início da segunda parte, os espanhóis aproximaram-se (40-37), mas o conjunto da Oceânia rapidamente assumiu, de novo, o comando, chegando a uma vantagem máxima de 11 pontos (50-39), reduzida para quatro (55-51) no final do terceiro período.

No quarto parcial, a Austrália foi-se conseguindo manter por cima e, a 2.54 minutos do final, liderava por cinco (70-65), depois de três lances livres de Mills, só que a Espanha, liderada por Gasol e Rubio, conseguiu, finalmente, inverter o resultado.

Rubio encurtou para três e Gasol para um, antes de, a 8,7 segundos do final, sofrer uma falta, que lhe permitiu colocar a Espanha a vencer por 71-70, a 8,7 segundos do final.

Na jogada imediata, Mills assumiu e também sofreu falta, com 4,7 segundos para jogar, só que, depois de acertar o primeiro lance livre, falhou o segundo. Rubio ganhou o ressalto e quase apurou a Espanha com um lançamento de meio campo.

O jogo foi, porém, para prolongamento, com a Espanha, embalada, a entrar melhor e a ganhar cinco pontos de avanço, mas com pronta reação dos australianos, que passaram para o comando a 14,2 segundos do fim, com dois lances livres de Mills.

Na resposta, com 4,6 minutos para jogar, Gasol sofreu falta e não tremeu da linha de lance livre, empatando o jogo. Do outro lado, Dellavedova ainda teve a oportunidade de dar o triunfo à Austrália, mas o seu ‘tiro’ apertado não entrou.

O encontro acabou por resolver-se no segundo prolongamento, com Andrew Bogut (12 pontos e nove ressaltos) a adiantar a Austrália e a Espanha a responder com um parcial de 10-0, com dois pontos de Claver, dois de Gasol e dois ‘triplos’ de Llull.

Os australianos não desistiram, mas a Espanha, experiente, controlou o encontro, que sentenciou em definitivo a 23,1 segundos do final, com um lançamento de Gasol. Segue-se, na final, de domingo, a França ou a Argentina.

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