Portugal vai organizar, em novembro, um dos grupos de qualificação para o Mundial de basquetebol masculino de 2023 e também um grupo de qualificação para o Eurobasket feminino 2021, respetivamente em Matosinhos e Odivelas.

A decisão, hoje tomada pela direção da federação internacional da modalidade, FIBA, reforça que ambos os torneios serão organizados no sistema de 'bolha', sem contactos com o exterior, por causa da pandemia de covid-19.

Matosinhos ganhou o direito a receber o grupo A, com Portugal, Chipre, Bielorrússia e Albânia como participantes, derrotando as candidaturas de Nicósia e Minsk.

Na 'bolha' de Odivelas, no grupo G do Eurobasket feminino, estarão, além da equipa portuguesa, Bélgica, Ucrânia e Finlândia.

Para o presidente da Federação Portuguesa de Basquetebol, Manuel Fernandes, a escolha de Portugal é o "reconhecimento das capacidades de FPB em organizar este tipo de eventos".

"As exigências sanitárias impostas pelas condições da competição decorrer em sistema de 'bolha' são muito complexas, mas não estamos sozinhos. Iremos mais uma vez superar tão inédito desafio. Para o basquetebol português é mais uma preciosa oportunidade para divulgar e promover a modalidade e possibilitar um melhor conhecimento das suas principais referências, as jogadoras e os jogadores das seleções nacionais de seniores”, disse, citado pelo site da FPB.

Já Mário Gomes, selecionador da equipa masculina, destaca o facto de Portugal ser anfitrião: "Isto é muito importante porque nos permite ficar em casa e não fazer viagens que são sempre desgastantes. Depois, os atletas também têm uma confiança redobrada. É um alívio. No entanto, e estando de acordo com a organização de 'bolhas', acho que a competição poderia ser adiada para outra altura porque são apenas cinco dias, mas queremos muito ganhar e ter bons resultados".

Ricardo Vasconcelos, responsável pela equipa feminina, também considera muito positiva a organização lusa, porque "é um sinal de confiança" e porque "se consegue controlar todas as questões de saúde".

"Dependemos de nós e, portanto, toda a gente estará segura e sã. Não há propriamente um fator casa do ponto de vista do público nas bancadas, mas o desgaste das viagens é posto de parte. É recorrente termos viagens longas, com muitas escalas, o que torna complicadas as nossas deslocações ao estrangeiro. Estes fatores são muito positivos", acrescentou.

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