O ciclista português Rui Costa disse hoje esperar um Mundial "dos mais duros" em que já participou, no qual o campeão do mundo em 2013 liderará a seleção lusa na prova de fundo, no domingo, em Imola (Itália).

Nos Mundiais de ciclismo de estrada, em que Nelson Oliveira já foi 11.º no contrarrelógio individual e Ivo Oliveira 34.º na mesma variante, Costa junta-se aos dois contrarrelogistas e a Rúben Guerreiro na prova de 258,2 quilómetros.

Com um acumulado de subida a rondar os cinco mil metros, num traçado inteiramente disputado em circuito, este é um percurso que, "pela dureza, faz lembrar o de Florença", em que Rui Costa foi campeão, declarou o selecionador José Poeira, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC).

"Vamos bater-nos por um lugar nos 10 primeiros. (...) Acredito que possamos estar representados no pequeno lote de ciclistas que vai discutir a corrida", acrescentou o técnico.

Rui Costa espera que a vitória final seja "discutida entre 25 corredores", entre homens em bom momento de forma após a Volta a França e outros que se encontram a preparar as clássicas e a Volta a Itália.

Depois do título em 2013, num ‘arco íris' inédito para Portugal, fez ‘top 10' em 2015, 2018 e 2019, procurando novo posicionamento entre os melhores.

"Tentarei estar por perto dos principais candidatos para, nas voltas finais, seguir o meu instinto, mas sempre com cabeça, porque uma bala mal gasta pode deitar tudo a perder", resumiu.

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