O ciclista espanhol Luis León Sánchez ofereceu hoje uma vitória moralizadora à equipa Rabobank, ao impor-se na 14.ª etapa da Volta à França, coroando uma fuga em que teve durante muito tempo a companhia do português Sérgio Paulinho.
Sánchez respondeu ao ataque de Sandy Casar (Fdj) na descida do Mur de Peguere e depois desembaraçou-se do francês a 11 quilómetros da meta, completando os 191 quilómetros entre Limoux e Foix em 4:50.29 horas e tornando-se o primeiro corredor espanhol a vencer no Tour de 2012.
Paulinho (Saxo Bank) foi um dos protagonistas da fuga do dia, mas foi incapaz de acompanhar o ataque de Casar e terminou no sexto lugar, a 2.51 minutos de Sánchez, enquanto o britânico Bradley Wiggins (Sky) chegou com mais de 18 minutos de atraso, mas com a camisola amarela bem segura.
O australiano Cadel Evans foi o que passou por mais dificuldades no grupo do líder - no qual terminou também o português Rui Costa (Movistar) -, debatendo-se com vários problemas mecânicos, agravados pela inércia da equipa BMC em ajudar o seu chefe de fila.
O vencedor da prova no ano passado partiu para a etapa com 3.19 minutos de atraso para Wiggins, mas poderia terminar o dia muito mais distante do britânico se o grupo do camisola amarela não tivesse abrandado, enquanto Evans desesperava pela substituição da roda traseira da sua sofisticada bicicleta.
O australiano esbracejou durante dois intermináveis minutos no alto Mur de Peguere até que a roda fosse trocada pela de um altruísta colega de equipa, mas voltou a ter que substituí-la a meio da descida e foi obrigado a esforço suplementar até conseguir apanhar, com manifesto alívio, Wiggins e os restantes candidatos à vitória.
Evans foi apenas um dos cerca de 30 ciclistas que sofreram furos, provocados pela presença de pionés no asfalto, o que já levou a direção do Tour a pediu uma investigação policial aos incidentes da 14.ª tirada, que valeu a Sánchez o quarto triunfo parcial no Tour, depois de ter ganho uma etapa nas edições de 2008, 2009 e 2011.
«Com o Philippe Gilbert e Sagan na fuga sabia que a minha única hipótese de ganhar passava por tentar a sorte ainda muito longe da meta», explicou o campeão espanhol de contrarrelógio, que ofereceu a primeira vitória a uma equipa Rabobank vitimizada por quedas.
Quase um minuto mais tarde, Sagan não teve dificuldade em superiorizar-se no “sprint” para o segundo lugar a Sandy Casar e ao belga Philippe Gilbert (BMC), amealhando mais pontos para a liderança da camisola verde.
Na classificação geral, Wiggins manteve a vantagem de 2.05 minutos sobre o compatriota e colega de equipa Christopher Froome e de 2.23 sobre o italiano Vincenzo Nibali (Liquigas), depois de hoje terminarem todos com o mesmo tempo.
Rui Costa continua a ser o português mais bem posicionado, no 19.º lugar, a 19.02 minutos de Wiggins, enquanto Paulinho subiu 23 posições, para o 54.º lugar, a 1:14.26 horas do camisola amarela.
A 15.ª etapa da Volta à França de 2012, maioritariamente plana, realiza-se na segunda-feira, entre Samatan e Pau, na extensão de 158,5 quilómetros.

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