A portuguesa Maria Martins destacou hoje o trabalho feito na última volta para conseguir decidir a final de scratch dos Mundiais de ciclismo de pista “ao ‘sprint’”, em que conquistou a medalha de bronze.

“Quando ouvi a sineta para a última volta e vi que estava no quarto lugar, acreditei que poderia chegar às medalhas. Foi esse o único momento em que tive realmente a ambição do pódio”, começou por contar a corredora, citada pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

Aos 20 anos, Martins conquistou a primeira medalha em Mundiais de elite do ciclismo feminino português, ficando apenas atrás da nova campeã mundial, a holandesa Kirsten Wild, e da norte-americana Jennifer Valente, segunda.

Depois de uma corrida que só 'animou' nas últimas 10 das 40 voltas ao velódromo da capital alemã, foi na última volta que Maria Martins se posicionou na luta por medalhas ao ganhar posições por dentro, já na última curva, e acabou por ficar atrás de Valente na luta pela prata numa decisão verificada por 'photo finish', dada a proximidade.

O selecionador, Gabriel Mendes, apelidou de “exemplar” a corrida da portuguesa, que hoje destacou a medalha como “o corolário” de todo o esforço e “todo o trabalho que está para trás”.

Ao longo da prova, confessou, tinha como objetivo “melhorar os processos de colocação para discutir o ‘sprint’ o mais à frente possível”, e a previsão de uma chegada em grupo acabou por se revelar acertada.

O primeiro dia dos Mundiais fica marcado pelo feito da equipa da Dinamarca na perseguição por equipas, uma vez que Lasse Norman Hansen, Julius Johansen, Frederik Rodenberg Madsen e Rasmus Pedersen bateram duas vezes o recorde mundial da disciplina.

Primeiro, o grupo ‘rodou’ a 63,6 km/h para estabelecer um novo máximo, de 3.46,579 minutos, mais de um segundo e meio a menos do que o anterior registo, conseguido por uma equipa da Austrália em fevereiro de 2019, em Pruszkow (Polónia).

Depois de registarem esse valor na qualificação, o resultado da segunda corrida, em que se apuraram para a disputa do ouro contra a Nova Zelândia, deu novo registo máximo: 3.46,203.

Outro recorde mundial caiu hoje em Berlim, no caso no ‘sprint’ por equipas, que a Holanda concluiu em 41,275 segundos, após o esforço de Jeffrey Hoogland, Harrie Lavreysen e Roy van den Berg.

O trio conseguiu bater uma marca com quase sete anos e, então, conseguida em altitude, na cidade mexicana de Aguascalientes, por uma seleção alemã que acabou a prova em 41,871 segundos.

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