O ministro da Defesa da Bolívia, Reymi Ferreira, disse hoje que a queda, a 28 de novembro, de um avião da empresa boliviana Lamia em Medellín, Colômbia, foi "homicídio", acusando o piloto de ignorar regulamentos.

O acidente causou a morte a 71 das 77 pessoas que seguiam a bordo, incluindo a maioria dos jogadores da Chapecoense, dirigentes e jornalistas que acompanhavam a equipa brasileira, que se preparava para disputar a primeira mão da final da Taça Sul-americana com os colombianos do Atlético Nacional.

"Não foi um acidente. Foi um homicídio. O que aconteceu em Medellín foi um homicídio", atirou o governante.

Reymi Ferreira disse aos jornalistas que o piloto, Miguel Quiroga, que morreu no acidente, ignorou regulamentos sobre o reabastecimento de combustível da aeronave.

"Se o piloto tivesse cumprido as regras, que diziam para aterrar em Cobija [Bolívia] ou Bogotá [Colômbia], ou tivesse pelo menos declarado uma situação de emergência desde o início, é possível que a tragédia não tivesse acontecido", explicou aos jornalistas.

A investigação sobre a queda está a ser levada a cabo por procuradores bolivianos, brasileiros e colombianos. A licença da Lamia foi revogada na Bolívia e o diretor geral, Gustavo Vargas Gamboa, foi detido e acusado pela justiça boliviana de homicídio involuntário.

O filho, Gustavo Vargas Villegas, um oficial na autoridade de aviação civil, foi igualmente detido, estando a ser investigado por "uso indevido de influências, negociações incompatíveis com o exercício de funções públicas e incumprimento de deveres", explicou à EFE o procurador-geral, Ramiro Guerrero.

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