Os Mundiais de ciclismo de estrada arrancam no domingo e até 25 de setembro ‘invadem’ Wollongong, na Austrália, com os melhores do mundo, dos elites a juniores, masculinos e femininos, numa competição com tantos favoritos como ausências polémicas.

Ao todo, serão 13 os títulos mundiais, simbolizados na camisola arco-íris, que serão distribuídos, entre fundo, contrarrelógio individual e, desde 2019, uma estafeta mista.

Sem atletas russos ou bielorrussos, as corridas de elite terão passagens pelo Monte Keira, com 8.700 metros de subida e um desnível médio de 5%, antes de entrarem no circuito citadino de Wollongong, com 266,9 quilómetros nos masculinos, com 3.945 metros de desnível positivo acumulado, e 164,3 quilómetros com 2.433 metros de desnível nos femininos.

Entre os favoritos ao arco-íris, nas elites masculinas, estão vários dos ‘inevitáveis’, desde há anos, nesta lista, como o belga Wout van Aert, vice-campeão olímpico de fundo, ou o neerlandês Mathieu van der Poel, que chega à Austrália após ter vencido dias antes a Volta à Valónia.

O belga Remco Evenepoel, que triunfou na Volta a Espanha e ‘calou’ quem dizia que não era um ciclista para três semanas, é outro dos destaques, bem como o esloveno Tadej Pogacar, vencedor da Volta a França em 2020 e 2021, e derrotado no Tour deste ano pelo dinamarquês Jonas Vingegaard, um dos grandes ausentes.

Num pelotão de elite que conta com quatro portugueses, com João Almeida à cabeça, nota para a equipa da casa, com Jai Hindley, campeão da Volta a Itália, e o ‘experiente’ Michael Matthews a levantarem a honra australiana, com a Noruega a trazer Alexander Kristoff e a Eritreia a ‘sensação’ Biniam Girmay, prata na corrida sub-23 de 2021.

Além de Van Der Poel, os Países Baixos trazem Bauke Mollema e o ‘vice’ de 2021, Dylan van Baarle, enquanto a França aposta no bicampeão em título, Julian Alaphilippe, embora com dúvidas sobre a sua condição física após abandonar a Volta a Espanha com uma luxação do ombro direito.

Muitas seleções apresentam equipas com ‘caçadores de etapas’ que podem ter chances num percurso como o de Wollongong, sem descartar o antigo tricampeão mundial Peter Sagan, líder da Eslováquia, numa lista de inscritos com nomes como Nikias Ardnt (Alemanha), Sergio Higuita (Colômbia), Magnus Cort (Dinamarca) e Alberto Bettiol (Itália).

As ausências, polémicas na maioria dos casos, têm dominado as atenções pré-Wollongong tanto ou mais do que o tradicional debate sobre os favoritos aos lugares de pódio, com o ‘drama’ da despromoção, por um lado, e a fadiga, por outro, a afastarem nomes de monta do pelotão.

O espanhol Juan Ayuso, pódio na Vuelta, e o britânico Tom Pidcock puseram-se de parte alegando cansaço, enquanto Vingegaard continua ‘desaparecido em combate’ – desde que venceu o Tour, não competiu, merecendo, inclusive, críticas por parte da sua federação, que queria contar com ele.

A precisar de somar pontos para se manter no WorldTour, a Movistar ‘segurou’ o mais medalhado em Mundiais de estrada, o espanhol Alejandro Valverde, em ano de retirada.

Esta situação apanhou, entre outros, o português Ruben Guerreiro, numa EF Education-Easy Post muito próxima da despromoção, mas também os ciclistas belgas da Lotto Soudal ou o francês Guillaume Martin (Cofidis).

Na bem mais ‘pacífica’ corrida feminina, é Annemiek van Vleuten, pelos Países Baixos, a grande favorita, já com três ouros, três pratas e dois bronzes em Mundiais, numa seleção neerlandesa onde quase qualquer ciclista é uma ‘ameaça’ ao ouro, de Marianne Vos a Ellen van Dijk e Demi Vollering.

A tentar quebrar este domínio, que se tem visto nos últimos anos, as italianas apresentam a medalhada olímpica Elisa Longo Borghini, as belgas confiam em Lotte Kopecky e as austríacas trazem a campeã olímpica em Tóquio2020, Anna Kiesenhofer, num pelotão em que se tem de ter em conta ainda nomes como Cecilie Uttrup Ludwig (Dinamarca), Liane Lippert (Alemanha) ou Katarzyna Niewiadoma (Polónia).

Quanto ao contrarrelógio individual, este terá o mesmo percurso para masculinos e femininos pela primeira vez, com 34,2 quilómetros maioritariamente planos e técnicos a desafiar os especialistas.

Neste campo, há um favorito claro, sobretudo no pelotão de elite masculina, com o italiano Filippo Ganna a procurar revalidar os títulos que conquistou em 2020 e 2021, enquanto a neerlandesa Ellen van Dijk também está de volta depois de vencer no ano passado.

Os Mundiais arrancam no domingo, com os contrarrelógios de elite, seguindo-se os sub-23 masculinos e juniores, com as corridas de fundo a partir de sexta-feira, com femininos no sábado e os masculinos, a prova ‘rainha’, a fechar no dia 25, domingo.

Programa dos Mundiais de ciclismo de estrada:

- 18 set, domingo:

Contrarrelógio individual (elite feminina), 34,2 kms - 09:35 (00:35 em Lisboa)

Contrarrelógio individual (elite masculina), 34,2 kms - 13:40 (04:40 em Lisboa)

- 19 set, segunda-feira:

Contrarrelógio individual (sub-23 masculinos), 28,9 kms - 13:20 (04:20 em Lisboa)

- 20 set, terça-feira:

Contrarrelógio individual (juniores femininos), 14,1 kms - 09:30 (00:30 em Lisboa).

Contrarrelógio individual (juniores masculinos), 28,8 kms - 13:20 (04:20 em Lisboa).

- 21 set, quarta-feira:

Estafeta mista, 28,2 kms – 14:20 (05:20 em Lisboa).

- 23 set, sexta-feira:

Prova de fundo (juniores masculinos), 135,6 kms - 08:15 (23:15 de dia 22 em Lisboa).

Prova de fundo (sub-23 masculinos), 169,8 kms - 13:00 (04:00 em Lisboa).

- 24 set, sábado:

Prova de fundo (juniores femininos), 67,2 kms - 08:00 (23:00 de dia 23 em Lisboa).

Prova de fundo (elite feminina), 164,3 kms - 12:25 (03:25 em Lisboa).

- 25 set, domingo:

Prova de fundo (elite masculina), 266,9 kms - 10:15 (01:15 em Lisboa).

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