O italiano Rinaldo Nocentini destacou a importância da sua vitória de hoje no Troféu Joaquim Agostinho em bicicleta, a primeira do Sporting-Tavira, marcando também o seu regresso aos triunfos.

“Estava há uns anos sem ganhar, esta vitória é muito importante para mim, mas importantíssima para a equipa, por ser a primeira”, afirmou o chefe de fila da formação ‘leonina’, após defender a liderança no parque eólico da Carvoeira.

O corredor, de 38 anos, defendeu a camisola amarela, praticamente sem gregários na parte mais dura, admitindo ter receado o ataque do espanhol Gustavo Veloso (W52-FC Porto), que venceu a tirada.

“Esta vitória é graças à equipa, que hoje esteve excecional, trabalharam muito bem. Em alguns momentos receei que o Veloso chegasse à liderança, mas esteve sempre a cerca de um minuto e acabei por ficar tranquilo”, vincou.

Nocentini equiparou o triunfo conquistado hoje com a sua liderança na Volta a França em bicicleta, ao longo de sete etapas da edição de 2009.

“A camisola amarela do Tour é uma das mais importantes da minha carreira, mas esta é a minha primeira vitória numa prova por etapas e a primeira da equipa, que trabalhou muito e a quem a dedico. Agora, vamos fazer uma boa a Volta a Portugal, com mais tranquilidade”, rematou.

Mas mais cauteloso quanto à abordagem à Volta a Portugal, Vidal Fitas celebrou o triunfo do transalpino.

“É a primeira vitória de um projeto que se quer vitorioso. Era importante para o Sporting, por ser a corrida que homenageia uma bandeira do clube e por ser nesta fase da época. Estamos felicíssimos, vamos saborear a vitória”, referiu o diretor desportivo dos ‘leões’.

Instado a comentar o domínio da W52-FC Porto, vencedora por equipas, do prólogo e de duas etapas na corrida, Vidal Fitas enalteceu o feito de Nocentini: “Sim [estão a andar muito], mas nós é que ganhámos”.

Igualmente satisfeito ficou Hernâni Broco (LA-Antarte), segundo classificado na geral, a 24 segundos do italiano.

“Andei a treinar bem e sabia que podia estar na disputa da corrida, já tinha ficado várias vezes no ‘top10’ mas ainda não tinha sido segundo, foi um bom teste e este resultado, frente ao meu público, deixa-me 100% satisfeito”, sublinhou.

Já João Benta (Hospital de Loulé-Louletano), que defendia o título conquistado em 2015, terminou no quarto posto, a 26 segundos de Nocentini, tal como o espanhol Raul Alarcón (W52-FC Porto), terceiro, mas assinalou a justiça na corrida.

“Ficou bem entregue, não foi para um ciclista qualquer, é sempre bom passar o testemunho para um adversário como o Rinaldo. Foi uma luta renhida desde sexta-feira, quando, mesmo com a minha vitória, deu para perceber que ele estava forte”, frisou Benta, admitindo que pedalar ajuda a “esquecer o sofrimento” após a queda que sofreu recentemente.

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