A BMC 'voou' hoje na nona etapa da Volta a França, beneficiando de uma perda de peças da Sky mesmo em cima da meta para colocar dois dos seus ciclistas a ladear o camisola amarela Chris Froome.

Campeã mundial de contrarrelógio por equipas, a formação norte-americana soube tirar o máximo proveito dos mecanismos inatos dos seus elementos, das rotinas adquiridas ao longo de anos, pedalando como um todo até Plumelec, onde, com uma média de 52,093 km/h, fixou um registo (32.15 minutos) impossível de bater, até para a super-poderosa Sky, que saiu prejudicada por um desfalecimento de Nicolas Roche nos últimos metros dos 28 quilómetros desde Vannes.

Quando a equipa do camisola amarela, a última a partir, cortou a meta com um tempo um segundo mais lento, a BMC 'explodiu' de alegria. Estava conquistada a vitória no apetecível ‘crono’ coletivo, estava consolidado o segundo lugar (e a candidatura ao pódio final) de Tejay Van Garderen e estava entregue o terceiro posto da classificação a Greg Van Avermaet (está a 27 segundos do primeiro).

“Não sei se é preciso incluírem-me no grupo [dos principais candidatos] e falar dos ‘Big Five’ [os cinco fantásticos]. Eles já ganharam grandes Voltas, eu não. Mas não me vou intimidar, não estou intimado. Estou em posição de rivalizar com eles”, disse o segundo classificado, que está a 12 segundos de Froome, tentando minimizar a onda de euforia que o rodeia.

Ainda assim, finda a primeira parte do Tour, Van Garderen é, de acordo com o camisola amarela, o seu principal rival. “Ganhar uma etapa teria sido formidável, fizemos de tudo para consegui-lo. Mas está bem. Se me dissessem antes do Tour que estaria de amarelo depois da primeira semana, não teria acreditado. Na montanha, vou defender esta camisola. O meu principal rival é o Tejay van Garderen, está demasiado perto”, analisou o líder da Sky.

Tão contente como Froome estava hoje Nairo Quintana, cuja Movistar foi terceira no 'crono' por equipas, a quatro segundos da BMC. Cumpridos todos os quilómetros de contrarrelógio, o seu calcanhar de Aquiles, o jovem colombiano está na nona posição, a 01.59 minutos do homem que o precedeu no pódio do Tour2013, e em ótimas condições para anular a desvantagem a partir de terça-feira, na primeira de alta montanha desta edição.

"Estar à altura de especialistas no contrarrelógio é muito bom. Perdemos por pouco, mas conseguimos roubar segundos a alguns adversários”, destacou Quintana, referindo-se, entre outros, a Alberto Contador – a sua Tinkoff-Saxo foi quarta, a 28 segundos, um resultado que o deixa na quinta posição, a 01.03 minutos de Froome – e ao vencedor do ano passado.

Se houve um grande derrotado no contrarrelógio por equipas ele foi Vincenzo Nibali. À sua passagem, a Astana estabeleceu o melhor tempo em todos os pontos intermédios e na meta, contudo o vencedor do Tour2014 não ficou satisfeito.

Quando todas as formações terminaram o seu exercício, percebeu-se porquê: a equipa cazaque perdeu 35 segundos e o siciliano acabou a primeira parte desta edição na 13.ª posição, a 02.02 minutos de Froome, e com mostras de que está em pior forma do que no ano passado.

“Nos Pirenéus tenho de estar com os melhores, se não o Tour estará acabado para mim”, assumiu Nibali, mencionando as três etapas que esperam o pelotão a partir de terça-feira, dia em que a décima tirada vai ligar Tarbes ao alto de La Pierre-Saint-Martin, na distância de 167 quilómetros.

Entre os portugueses, Rui Costa e Nelson Oliveira foram aqueles que mais proveito retiraram das suas capacidades de contrarrelogistas, com a Lampre-Merida a ser oitava, a 43 segundos. A Bora-Argon 18 de José Mendes foi 13.ª, a 01.32 minutos, e a Katusha, que chegou à meta sem Tiago Machado, foi 18.ª, a 01.53.

No primeiro dia de descanso, que se vive na segunda-feira, Costa vai repousar no 23.º lugar, a 05.20 minutos, Machado no 84.º, a 27.34, Oliveira no 115.º, a 35.06 e Mendes no 168.º, a 52.54.

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