Tadej Pogacar mostrou-se hoje contente por ainda estar de amarelo, embora tenha reconhecido que não seria “um drama” entregar a Lennard Kämna a liderança da Volta a França em bicicleta, após a covid-19 ter abalado a UAE Emirates.

“Inicialmente, não queríamos perdê-la [a amarela], depois íamos perdê-la, mas, no final, as coisas aconteceram como aconteceram e estou feliz por ainda estar vestido de amarelo”, resumiu o jovem esloveno.

Garantindo não ter sentido “qualquer tipo de stress” na 10.ª etapa, na qual chegou ‘virtualmente’ a ceder a liderança ao alemão da BORA-hansgrohe, o bicampeão em título assumiu que a sua equipa, agora reduzida a cinco ‘trabalhadores’, baixou “a velocidade” da perseguição à fuga de 25 ciclistas, cuja vantagem máxima rondou os 10 minutos, “porque não era necessário fazer esse esforço”.

“É bom estar de amarelo antes das duas etapas de montanha mais duras deste Tour. Kämna quase ficou com ela hoje, teria sido bom para ele. Não teria sido um drama se tivesse acontecido, mas, na subida final, várias equipas aceleraram para estar numa boa posição, e isso fez a diferença”, analisou ‘Pogi’, que cortou a meta à frente do pelotão, a 8.54 minutos do vencedor da tirada, o dinamarquês Magnus Cort (EF Education-EasyPost).

Na véspera da dura 11.ª etapa, que inclui passagens no Col du Télégraphe e no Galibier, o ponto mais alto deste Tour, a 2.642 metros de altitude, e que termina no Col du Granon, um ‘gigante’ de 2.413 metros de categoria especial, Pogacar viu o ‘fugitivo’ Kämna ascender à segunda posição, a 11 segundos, e perdeu mais um companheiro de equipa, o neozelandês George Bennett, devido à covid-19.

“Nunca é bom perder um companheiro e estou triste com a partida do George. Era um dos ciclistas da equipa que ainda não tinha tido covid-19 e estava mais exposto. Como equipa, tomámos todas as precauções possíveis, estamos cada um num quarto. Estamos muito atentos para evitar contágios, mas é apenas azar. No Tour, estamos necessariamente em contacto com muita gente”, notou.

‘Pogi’ reconheceu que ter mais um caso na sua ‘bolha’ – no sábado, também o norueguês Vegard Stake Laengen abandonou por estar infetado com o coronavírus – causa “stress” e é “preocupante”.

“Espero que consigamos sobreviver até ao final”, rematou.

Além das baixas de Bennett e Stake Laengen, a UAE Emirates confirmou também que o ‘escudeiro’ número um do esloveno, o polaco Rafal Majka, teve um teste positivo, mas continua em prova, com a autorização da União Ciclista Internacional, por apresentar “um risco muito baixo de infetividade”.

“É uma pena que a UAE e Pogacar tenham perdido dois companheiros por causa da covid-19. Que o Rafal Majka continue em prova, é ok para mim. Ele não apresenta uma grande carga viral”, desvalorizou Geraint Thomas (INEOS), o quarto classificado da geral, após a polémica causada pelo estranho caso de Majka.

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