Rui Costa tornou-se hoje no segundo ciclista português a ganhar duas etapas na mesma edição da Volta a França, imitando Joaquim Agostinho depois de nova fuga bem-sucedida na 19.ª etapa.

Um ataque na última subida do dia deixou o corredor da Movistar, eleito o mais popular do Tour, isolado na frente, com o triunfo a chegar três dias depois da vitória em Gap, para alegria dos portugueses presentes.

Com Le Grand Bornand a distantes 204,5 quilómetros, do pelotão saiu um grupo de 44 corredores, em que rapidamente ganhou destaque o francês Pierre Rolland (Europcar), desejoso de aproveitar a oportunidade para voltar a conquistar a camisola da montanha.

O vencedor no Alpe D’Huez em 2011, a quem mais tarde se juntou o canadiano Ryder Hesjedal (Garmin), vencedor do Giro2011, na subida ao col de la Madeleine, para mais tarde descolar no Col de Taimé, isolou-se na frente, sendo seguido por um grupo de 19 corredores, entre os quais Rui Costa.

Tal como na 16.ª etapa, o português atacou na última subida do dia, o col de la Croix Fry, ultrapassando um desgastado Rolland, incapaz de seguir na roda do ciclista da Movistar.

Contra a chuva e contra todos, Costa seguiu no seu ritmo, ganhando segundos e segundos ao alemão Andreas Kloden (RadioShack), o único que ainda tentou esboçar uma reação ao ataque forte do poveiro de 26 anos.

Embalado pela descida, feita com cautelas para evitar qualquer surpresa desagradável, manteve a concorrência a uma distância segura para, depois de informado pelo auricular da sua vantagem, celebrar erguendo os braços, num gesto de alívio, acompanhado por dois dedos bem altos para assinalar o seu feito, depois de 5:59.01 horas na estrada.

Apenas Joaquim Agostinho, em 1969, tinha conseguido a proeza de vencer duas etapas no Tour. E já vão três para Costa, que em 2011 saiu vitorioso de Gap, um número que lhe permite igualar Acácio da Silva, que somou três etapas entre 1987 e 1989.

«Hoje tinha de ser o dia em que tinha de entrar na fuga certa. Num certo momento não trazia as melhores sensações, mas quando cheguei à subida final ataquei e vi que ia mais forte do que os outros», explicou, garantindo que este triunfo tem um significado diferente do conquistado há três dias, já que foi «um dia muito duro», com quase seis horas de corrida.

Com o triunfo entregue ao português, os candidatos da geral dedicaram-se a pequenas escaramuças, que se traduziram num imenso nada na classificação da 100.ª edição, ainda e sempre liderada pelo britânico Chris Froome.

Este sábado, o líder da Sky tem o último teste à sua liderança, numa jornada de 125 quilómetros entre Annecy e Annecy-Semnoz, a contagem de categoria especial que coroa o final da etapa.

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