Rui Costa (UAE Emirates) arrancou hoje, por um palmo, o título de campeão português de ciclismo de fundo, nos Nacionais que decorreram em Paredes, após uma corrida decidida num emocionante ‘sprint’ final.

O ciclista natural da Póvoa de Varzim, que já tinha conquistado o título em 2015, mostrou mais fôlego nos derradeiros momentos, superiorizando-se, por centímetros, a Daniel Mestre (W52-FC Porto), em cima da linha de meta.

"O Daniel [Mestre] foi um corredor que deu nas vistas, pois percebi que estava à forte. Foi sempre um adversário a ter em conta. Quando a corrida complicou, as minhas pernas responderam, fiz um ataque de trás, e viemos os dois até à meta. Foi um rival à altura", descreveu Rui Costa, no final da prova

O também ex-campeão do mundo, que compete habitualmente em provas do escalão máximo do ciclismo mundial, mostrou-se "feliz" por voltar a envergar no estrangeiro a camisola de campeão nacional, falando numa vitória que lhe dá "orgulho".

"Sei que vir a correr a Portugal nunca é fácil. É certo que este ano tinha mais algum ritmo do que os adversários, até porque vim de competir na Volta à Polónia. Foi uma prova bem disputada, sempre num ritmo alto", completou.

O corredor da equipa UAE Emirates, que na sexta-feira foi segundo na prova de contrarrelógio, atrás do companheiro de equipa Ivo Oliveira, teve sempre a corrida controlada, ora integrando as inúmeras fugas que aconteceram ao longo dos 164,8 quilómetros do trajeto, ora estando a envolvido nas perseguições.

No entanto, a definição da corrida só começou a ser desenhada nas derradeiras três volta ao circuito, quando 14 corredores se isolaram num grupo dianteiro, em que W52-FC Porto, com quatro homens, foi atacando à vez, procurando desgastar os rivais.

No entanto, a cinco quilómetros da meta, Rui Costa desferiu um ataque demolidor, em que apenas o ‘dragão' Daniel Mestre esteve à altura, com ambos a protagonizarem uma luta renhida até ao emocionante ‘sprint’, no qual o novo campeão nacional teve mais músculo.

"Estivemos juntos até aos últimos metros, demos o nosso melhor no ‘sprint’, e o Rui [Costa] acabou por ser mais forte. Há que dar os parabéns. O segundo lugar tem um sabor agridoce, mas consegui-lo atrás de um campeão do mundo dá motivação para continuar a trabalhar para as próximas competições", disse, conformado, Daniel Mestre.

O pódio do dia ficou completo com Francisco Campos, outro corredor da W52-FC Porto, que chegou 28 segundos depois dos dois primeiros, que terminaram em 4:04.05 horas, a uma média de 40,7 quilómetros/hora.

O corredor poveiro sucede no título a José Mendes, que venceu a prova de 2019, mas nesta edição acabou por desistir sensivelmente a meio da corrida.

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