O espanhol Rául Alarcón (W52-FC Porto), líder da Volta a Portugal em bicicleta, mostrou-se hoje preocupado com o “irmão” Rui Vinhas, que sofreu uma violenta queda durante a quinta etapa.

“Um infortúnio o que aconteceu com o meu 'irmão' Rui Vinhas. Espero que não tenha nada mais grave do que aquilo que se vê, que já é bastante impactante”, disse, após o final da quinta etapa, que ligou o Sabugal a Viseu (191,7 quilómetros).

Ao quilómetro 73 da tirada, o vencedor da Volta em 2016 embateu num carro de uma equipa e ficou bastante maltratado, com feridas visíveis na cara, nos braços e no tronco.

No pódio, Alarcón surgiu sem o habitual sorriso, devido à “preocupação” com Vinhas, que foi transportado ao hospital, cortando a meta a 9.11 minutos depois do vencedor, o italiano Riccardo Stacchiotti (Mstina-Focus), muito por culpa do trabalho dos ‘dragões’ durante a etapa.

“Também tínhamos de estar com ele. Uma queda assim fica-se muito mal, física e psicologicamente. Tínhamos de estar com ele a dar apoio”, disse.

O diretor desportivo da W52-FC Porto, Nuno Ribeiro, revelou que Rui Vinhas tinha problemas no ombro, na cabeça e até nos olhos.

“A equipa tentou fazer o máximo para que ele chegasse ao fim. Amanhã [terça-feira] é o dia de descanso. Vamos tentar recuperá-lo para os próximos dias e se não tiver nada partido vai estar na corrida”, informou.

De acordo com o comunicado dos serviços médicos da Volta a Portugal, após a queda, Rui Vinhas foi imediatamente assistido e, depois de uma avaliação inicial, foi aconselhado que não continuasse em prova.

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