O ciclista português Sérgio Paulinho disse, em entrevista à Lusa, que a medalha de prata conseguida nos Jogos Olímpicos de 2004 será “uma memória que vai ficar para sempre” quando passam 15 anos do feito.

Até hoje, a prata conseguida em Atenas2004 é a única do ciclismo português em Jogos, e um de 24 ‘metais’ lusos em Olímpicos, conseguida em 14 de agosto de 2004 na capital grega.

“A memória vai ficar para sempre, foi um dos dias mais especiais da minha carreira. Quando me lembro disso, parece que foi ontem, mas ao fazer as contas já lá vão 15 anos. É muito. Mas vai ficar para sempre na minha memória e de muitos portugueses”, atira o atual ciclista da Efapel.

Atualmente com 39 anos, Paulinho tinha 24 quando chegou aos jogos e corria pela LA Alumínios, e o resultado, atrás apenas do italiano Paolo Bettini, duas vezes campeão do mundo, acabou por “abrir portas sobretudo a nível monetário”.

‘Saltou’ para a equipa espanhola da ONCE, então chamada Liberty Seguros-Würth, no início de uma carreira internacional em que se tornou, depois, um dos mais fiéis gregários do espanhol Alberto Contador, em equipas WorldTour como a Discovery, a Astana, a RadioShack e a Saxobank.

Naquele dia, os ataques sucederam-se ao longo das cinco horas, 41 minutos e 44 segundos que demorou a percorrer o circuito, mas só o de Bettini e Paulinho fez estragos.

“Lembro-me das últimas duas voltas, que foram muito rápidas. Só eu consegui seguir o ataque do Bettini, e depois aguentei-me”, recorda o português.

A chegar à meta, “já vinha com cãibras”, mas ainda assim tentou “surpreender” aquele que apelida de “o melhor do mundo em corridas de um dia”. “Era difícil batê-lo, mas a esperança era sempre a última a morrer”, refere.

No ‘sprint’, o italiano acabou por ser mais forte e confirmou o favoritismo, com Paulinho a seguir e ficar com a prata, à frente do belga Axel Merckx, filho da ‘lenda’ Eddy Merckx, bronze nesse dia.

Paulinho ‘fintou’ uma série de favoritos antes da corrida, como o campeão olímpico de 2000 Jan Ulrich, em 19.º, ou o campeão do mundo, o espanhol Igor Astarloa, que teve uma queda na volta inaugural, conseguindo um resultado histórico, e até aqui por repetir, do ciclismo nacional.

“A medalha tem muita influência naquilo que eu sou hoje”, remata o ciclista, que hoje termina a 81.ª Volta a Portugal no Porto, no contrarrelógio que encerra a prova em 2019.

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