O esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), que hoje venceu a 74.ª edição da Volta a Espanha em bicicleta, mostrou-se feliz pela “incrível sensação” de vencer a primeira ‘grande volta’ da carreira, num dia “bom para o ciclismo na Eslovénia”.

Pouco depois de subir ao pódio enquanto vencedor final e da classificação por pontos, o ciclista da Jumbo-Visma, de 29 anos, mostrava o habitual estilo reservado aos jornalistas, ainda que tenha admitido a “incrível sensação” da vitória, sobretudo “por se verem tantos adeptos da Eslovénia”.

“É bom para o ciclismo esloveno. (...) Hoje, só queria acabar a etapa, nem sequer pensei muito na festa, mas claro, estava a pedalar para entrar na história”, atirou, após a 21.ª e última tirada, em Madrid.

Questionado sobre a capacidade de vencer outra das ‘grandes’ provas velocipédicas, Roglic recusou fazer qualquer previsão, preferindo fazer essa análise “no final da carreira”: “Os números não são importantes, mas sim a conquista muito bonita”, acrescentou.

Antigo campeão do mundo de juniores de saltos de esqui, Roglic chegou à bicicleta há 12 anos, depois de uma queda, e agora atinge uma das grandes ambições da carreira, a vitória numa ‘grande volta’, depois de já ter dado à Eslovénia o primeiro pódio numa dessas provas, na Volta a Itália.

Antes, em 2018 tinha acabado em quarto lugar na Volta a França, com a desejada vitória a chegar agora, após uma ‘Vuelta’ de altos e baixos, que começou com a queda da equipa no contrarrelógio por equipas, passou pela segurança na montanha e a vitória no ‘crono’ individual, decisivo para as contas finais.

Aos 39 anos, o campeão mundial, o espanhol Alejandro Valverde (Movistar), mostrou-se “muito orgulhoso” por conseguir o sétimo pódio em ‘grandes voltas’, o 10.º ‘top-10’ na ‘Vuelta’ e um ‘vice’ que “sabe a vitória”, segundo admitiu, uma vez que surge 10 anos depois de aqui ter triunfado.

O jovem esloveno Tadej Pogacar (UAE Emirates), que venceu três etapas e a camisola da juventude, classificou também de “incrível” a estreia na Volta a Espanha, com um terceiro posto na geral final a comprovar o surgimento da Eslovénia este ano.

No início do ano, o jovem, de 20 anos, venceu a Volta ao Algarve, um feito que Roglic alcançou dois anos antes, e já na altura Pogacar tinha destacado “o crescimento do ciclismo na Eslovénia, onde há muito trabalho”, tendo deixando desde logo uma garantia: “Vamos ver mais ciclistas eslovenos no WorldTour”.

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