Muitos apontam a W52-Quinta da Lixa e o seu líder Gustavo Veloso como principais candidatos ao triunfo na Volta a Portugal em bicicleta, mas o seu novo diretor desportivo rejeita qualquer tipo de favoritismo.

"Principais não [somos]. Somos um dos candidatos à Volta, nomeadamente pelo currículo que a equipa tem, por termos vencido a Volta a Portugal do ano passado. Mas, à partida, temos o mesmo estatuto das outras equipas", começou por dizer à Agência Lusa Nuno Ribeiro.

Ainda a adaptar-se ao seu novo papel, o vencedor da Volta a Portugal de 2006 e presidente da União Ciclista de Sobrado afasta a pressão, as expetativas e nivela por baixo as apostas dos outros.

"Neste momento, vejo o Gustavo como um dos favoritos, mas há outros como ele. Há equipas, se calhar, com um bloco mais forte, em alguns tipos de terreno, noutros temos nós. A corrida em si é que vai ditar se o Gustavo é o mais favorito ou não", completou.

Se para os outros diretores desportivos são Veloso, o vencedor em título, e a W52-Quinta da Lixa, dominadora nas últimas duas edições (em 2013 ganhou com Alejandro Marque), para Nuno Ribeiro os nomes a ter em conta são os de Rui Sousa, o segundo do ano passado e líder da Rádio Popular-Boavista, Marque e Jóni Brandão, da Efapel, e Ricardo Mestre (Team Tavira), o último português a vencer.

"O Paredes [LA-Antarte] também tem um ou outro que pode evidenciar-se, assim como o Louletano. Todas as equipas têm ambições e vão com ideias de estar na discussão da Volta a Portugal", afiançou.

Para Ribeiro, falar dos 40 quilómetros de contrarrelógio e da aptidão de Veloso para eles é entrar no "discurso de toda a gente" que vê o galego como favorito.

"Mas, há muito mais montanha do que contrarrelógio. A serra [da Estrela] tem 30 quilómetros, temos a Senhora da Graça, Viana [Santa Luzia], Montalegre [Larouco]. Tantas chegadas a subir. Há muito mais chegadas a subir do que contrarrelógios", defendeu.

O diretor desportivo da formação de Sobrado sabe que a sua equipa criou uma imagem de marca, que é a da união entre todos. "Isso tem-se mantido. Quando temos os objetivos definidos e vamos com a ideia de tentar conseguir a vitória, o pessoal consegue juntar-se ainda mais e fazer a diferença", reforçou.

Quase a estrear-se como chefe de rota ao volante do carro da W52-Quinta da Lixa, o ex-ciclista garantiu à Lusa não estar nervoso.

"Uma das coisas que ao longo destes anos se tem apoderado de mim é a calma. Sou uma pessoa tranquila. Não sou muito de me enervar. Quando chegarem as alturas mais emocionantes, pode surgir algum nervosismo. Este ano, cumpro um papel diferente e não estou à vontade para dizer como me vou sentir na corrida. Depende de como as etapas correrem. Se correr tudo às mil-maravilhas, pode ser que nem precise de me enervar. Isso era o ideal", brincou.

Equipa: Gustavo César Veloso (Esp), Raúl Alarcón (Esp), Delio Fernández (Esp), António Carvalho (Por), Rui Vinhas (Por), Joaquim Silva (Por), Samuel Caldeira (Por), Hélder Oliveira (Por) e Luís Fernandes (Por).

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