O Benfica apresentou-se esta temporada com três guarda-redes de qualidade. Numa escolha complicada, o treinador Paulo Fernandes acabou por depositar, na maioria das vezes, a sua confiança em Marcão.

- A que é que sabe este título de campeão?

Sabe muito bem. É uma sensação de dever cumprido, já que a cobrança era muito grande pelo potencial que a nossa equipa tem e pela sua qualidade. Dá um gozo muito especial ser campeão das três provas deste ano e estou muito feliz. Quero dividir esse momento não só com os adeptos que estiveram aqui, mas também com os que não estiveram e com a minha família que está no Brasil e que me apoia muito. A vida não é só feita de momentos fáceis e eles estão sempre do meu lado nos momentos difíceis. Este título não é só do futsal do Benfica, é de todos os que fazem parte dessa família enorme que é o Benfica.

- Como é que ultrapassou a guerra de comunicados entre os dois clubes nesta final, onde acabou por ser um dos jogadores em foco?

Tentei focar-me apenas em jogar, depois da confusão que aconteceu no terceiro jogo. Tive oportunidade no facebook e na RTP de pedir desculpas pelo ato que tive. Já está explicado e são águas passadas. Arrependi-me do que fiz e coloquei na minha cabeça que estou aqui para jogar e tentei me abstrair desses factos, pensando apenas nas quatro linhas. Acho que consegui, todos conseguimos. Quando o Benfica entra a pensar só em jogar futsal é uma equipa muito forte. Acredito que foi esse “dar as mãos” dos jogadores, depois da derrota no terceiro jogo, que o Benfica acabou neste quinto jogo, depois de muito sofrimento, a comemorar esse título muito merecido.

- Muitos dos adversários de hoje são também seus amigos fora do campo. Como é que se separa a amizade do que acontece durante os jogos desta final?
Tenho muitos amigos e falamos que o que acontece na quadra, fica ali. Tentamos fazer isso na realidade e que não seja “da boca para fora”. Procuro respeitar ao máximo os meus amigos, mas também os meus adversários. Isso é essencial, pois não sabemos o dia de amanhã. Podemos voltar a jogar juntos e temos de respeitar o jogador e o ser humano. 

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