O hóquei português está em ascensão e passa por uma boa fase. Quem o diz é o presidente da Federação Portuguesa de Hóquei, sediada no Porto. Pedro Sarmento não deixa contudo de apontar algumas críticas ao funcionamento da modalidade em Portugal.

Uma das grandes dificuldades enfrentadas pela modalidade é a manutenção de praticantes. Muitos jovens não chegam a passar para as camadas seniores, “pela falta de meios dos clubes ou pela entrada na vida universitária ou profissional”, explica Pedro Sarmento. Outro dos obstáculos é a falta de profissionalização da arbitragem e dos treinadores.

Com uma selecção nacional que este ano participou em cinco competições europeias e encontra-se na Divisão C, o presidente da Federação Portuguesa de Hóquei acredita que o principal problema da modalidade está nos clubes. Uma modalidade não pode crescer sem que os clubes tenham sustentabilidade financeira e desportiva, defende Pedro Sarmento.

Dentro deste cenário pouco feliz, a Associação Desportiva de Lousada é o clube que mais se destaca pela positiva. Falta, no entanto, uma cultura do hóquei em Portugal. “Domina no país a cultura do futebol”, diz o responsável.

A Selecção Nacional masculina sénior esteve perto de conseguir subir para a segunda divisão no último campeonato europeu que participou no mês de Agosto. Foi uma derrota frente à Ucrânia que impediu Portugal a conquista do posto na Divisão B, perdido no Europeu de 2007. 

Ligado à modalidade há mais de 40 anos, o presidente da Federação Portuguesa de Hóquei acredita que, apesar dos problemas, o desporto tem evoluído, uma prova é que nunca se venderam tantos sticks como se vende actualmente no país.

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