O presidente do Comité Paralímpico de Portugal (CPP) fez hoje um balanço “francamente positivo” da participação lusa nos Jogos Surdolímpicos, considerando que além das duas medalhas a competição permitiu o surgimento de novos valores.

“É um balanço francamente positivo”, disse José Lourenço à chegada da comitiva ao aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, admitindo: “as duas medalhas faziam parte das nossas ambições”.

Na cidade turca de Samsun, Portugal esteve representado por 11 atletas e conquistou duas medalhas: uma de prata por Hugo Passos, na luta greco-romana, e uma de bronze, por Joana Santos, no judo.

O presidente do CPP, que destacou “o elevado nível da organização dos jogos”, considerou que a competição, que decorreu entre 18 e 30 de julho, “mostrou novos valores”, lembrando as boas prestações de jovens atletas, nomeadamente “no salto em comprimento e no ciclismo”.

José Lourenço destacou também o facto “extremamente positivo de, pela primeira vez, ter existido um contrato plurianual de preparação para os Jogos Surdolímpicos com condições semelhantes aos Jogos Paralímpicos”.

A 23.ª edição da competição, destinada a atletas com uma perda de pelo menos 55 decibéis no seu “ouvido melhor”, contou com 3.200 participantes, oriundos de 82 países.

Com as medalhas de Joana Santos e Hugo Passos, que já tinham conquistado lugares no pódio há quatro anos em Sófia, na Bulgária, Portugal passa a somar 13 medalhas em Jogos Surdolímpicos.

Ainda não foi anunciado o local da próxima edição do evento, que se realiza daqui a quatro anos sob a égide do Comité Internacional de Desporto para Surdos (ICSD), estando na corrida as cidades de Los Angeles, Pequim, Dubai e Baku.

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