O secretário de Estado da Juventude e do Desporto afirmou hoje a intenção do governo de avançar durante a atual sessão legislativa com um “novo estatuto do atleta estudante”, para reforçar a conciliação das atividades desportiva e académica.

“Já está sinalizado para esta sessão legislativa, que arranca agora, que possamos atingir esse objetivo que é termos um novo estatuto do atleta estudante, absolutamente imprescindível, como se percebe”, disse João Paulo Rebelo, em declarações à agência Lusa, à margem da cerimónia de homenagem à equipa nacional que participou nas Universíadas de Taipé2017.

Para o governante, o modelo será em parte inspirado no formato das Unidades de Apoio ao Alto Rendimento nas Escolas, lançado inicialmente em quatro escolas e alargado atualmente a 10, preservando no caso das universidades a “autonomia própria” destas instituições de ensino.

“Do ponto de vista legislativo o nosso país está até muitas vezes à frente dos outros, mesmo num quadro europeu. Por vezes não há é uma colagem à prática da legislação que temos (…) Muito do que fizemos com as unidades de apoio ao alto rendimento nas escolas estava já previsto do ponto de vista legislativo. Não é havia depois na prática uma consubstanciação dessas ideias”, comentou.

O objetivo, prosseguiu, é impedir “a desistência de atletas de alto rendimento” confrontados “com uma situação de ter de optar” entre prosseguir a sua carreira académica ou a prática desportiva de topo.

“Queremos evitar que essa opção tenha de ser feita e que possa haver a conciliação das duas carreiras, a desportiva e a académica (…) Não é um trabalho fácil, mas é um trabalho que é necessário fazer”, sublinhou, considerando “absolutamente fundamental” a existência de um “professor coordenador” encarregado de ajustar aspetos como “exames em épocas alterativas”.

Na competição desportiva universitária, disputada em Taipé, Portugal conquistou cinco medalhas, por Diogo Ferreira, medalha de ouro no salto com vara, Francisco Belo, ouro no lançamento do peso, Rui Bragança, prata em taekwondo (-58 kg), Marta Onofre, bronze no salto com vara, e Nuno Borges, bronze no ténis.

A delegação portuguesa conseguiu em Taipé igualar a melhor participação de sempre em termos de total de medalhas, que tinha sida alcançada na competição de Gwangju, na Coreia do Sul, em 2015.

Do histórico de participações em Universíadas, Portugal soma 37 medalhas, 13 das quais de ouro.

Esta edição, entre 19 e 30 de agosto, contou com mais de 9.000 atletas em 11 modalidades, e a participação de 190 países.

Portugal teve em Taipé 65 atletas, que competiram em atletismo, badminton, esgrima, ginástica artística, golfe, judo, natação, taekwondo, ténis, voleibol e basquetebol.

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