A organização dos Europeus de judo, em Lisboa, de 16 a 18 de abril, pede “medidas excecionais”, num momento em que vê derrapar em 100 mil euros os seus custos em contexto da pandemia da covid-19.

“Não estamos a pedir que nos deem dinheiro, mas que facilitem com algumas medidas - através da Direção-Geral da Saúde ou do delegado de saúde -, para que a bolha não seja restrita dentro da bolha, o que nos diminuiria custos e daria também uma imagem melhor”, começou por dizer à Lusa o presidente da Federação Portuguesa de Judo (FPJ), Jorge Fernandes.

Com um orçamento de 1,8 milhões de euros, na sua maioria comparticipado pelo Estado (500.000 euros) e pela Câmara Municipal de Lisboa (1,1 milhões de euros), é com a diminuição de receita, com redução de patrocínios e sem bilhética, e acréscimo de custos, que a organização se debate.

De acordo com Jorge Fernandes, o aumento de custos, na ordem dos 100 mil euros, pode ser atenuado com o levantamento de restrições, como a que obriga que o ‘staff’, entre 150 a 180 pessoas, incluindo a seleção, faça as refeições nos quartos.

“Tudo isto vai exigir muito à organização, não é uma crítica a ninguém, mas uma realidade. Em tempos excecionais são precisas soluções de exceção”, defendeu o dirigente, acrescentando querer deixar um alerta para o que está a passar.

Jorge Fernandes deu o exemplo das refeições, referindo que os custos com as mesmas aumentam por não ser possível fazê-las nas zonas habitualmente destinadas no hotel, o que não entende, lembrando que as instalações estarão totalmente ocupadas com o judo, sem outros hóspedes, e que todos os elementos são testados.

O presidente da FPJ enfatizou que para se estar nestes Europeus é preciso a apresentação à chegada de dois testes negativos à covid-19, um terceiro efetuado pelas delegações, já em Lisboa, e um quarto, no final dos campeonatos.

Um cenário que implicou o aumento da despesa, não só com a testagem, mas com toda a logística que obriga a uma mudança de paradigma em quase toda a organização.

Desde logo com os testes, mas também com a requisição de transportes para a imprensa e para o ‘staff’, do hotel para o pavilhão, bem como para todas as seleções, mesmo quando estas estão a apenas 350 metros da Altice Arena.

Regras impostas para que tudo funcione num circuito fechado, desde o alojamento até ao local de competição, o que leva Jorge Fernandes a apelar a uma autorização da Direção-Geral da Saúde para que, dentro dos hotéis, se possa circular e estar.

“Já demonstrámos que somos responsáveis e temos competência e capacidade para lidar com esta situação”, concluiu o dirigente, dando o exemplo da concentração e estágios, com seleções estrangeiras, em Coimbra, no último ano.

Os Europeus Judo de Lisboa deste ano, os segundos que a cidade acolhe depois da organização em 2008, decorrem entre 16 e 18 de abril, na Altice Arena, numa competição com 46 países e 392 judocas, 18 dos quais da seleção portuguesa.

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