O canoísta Norberto Mourão confessou hoje que a medalha de bronze nos Mundiais do Canadá na classe adaptada de VL2 “superou” as suas expectativas e “reforçou” a sua confiança para os Europeus, quando defender o título daqui a duas semanas em Munique.

“É uma enorme alegria. O sentimento do dever cumprido, superou um pouco as minhas expectativas, porque este ano é para o corpo descansar [após Tóquio2020]. Fazer isso e conseguir uma medalha é extraordinário”, regozijou-se.

O campeão da Europa concluiu a sua prova em 53,26 segundos, a 1,59 do brasileiro Igor Tofalini, que bateu o compatriota Fernando Rufino por 33 centésimos de segundo.

“Vim com o sexto melhor tempo. Sabia que tinha capacidades para chegar a este resultado e felizmente consegui”, celebrou o luso, reconhecendo que a dupla ‘canarinha’ esteve uns furos acima.

Mourão falou em prova “mental”, nomeadamente no “perceber o que fazer em cada momento”, aplicando “o máximo de força no fim”, acabando por ser bem-sucedido.

Este resultado “num ano para descansar, após os Jogos Paralímpicos, vai forçar a moral para em duas semanas defender o ouro conquistado em 2021, procurando novo êxito que se ajuste ao seu perfil de atleta.

“É preciso ter-se muito espírito de entrega, lutar muito pelos objetivos, não nos pouparmos a nada. Nem aos treinos difíceis, pois cumpro-os todos. Tudo o que é pedido pelo treinador é para cumprir. Temos objetivos comuns, conseguir resultado internacionais”, vincou.

Mourão, que quer ir a Paris2024, pediu apenas para deixarem de lhe pedir medalhas – “é exigir demais sobre algo que nós já exigimos a nós próprios” –, manifestando o desejo de ouvir mais vezes incentivos como “supera-te” e “dá o teu máximo”.

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