O presidente da União Internacional de Biatlo (IBU), o norueguês Anders Besseberg, demitiu-se hoje do cargo, após a abertura de uma investigação a um alegado caso de doping, fraude e corrupção envolvendo atletas russos.

Em causa, de acordo com as autoridades judiciais austríacas, estão supostas irregularidade cometidas entre 2012 e o Mundial2017, realizado em fevereiro, na Áustria, e que constitui um período mais recente do que a maioria dos escândalos de doping na Rússia.

Este novo caso de doping, fraude e corrupção com atletas russos envolverá subornos que ascendem aos 300 mil dólares (cerca de 243 mil euros) e compromete o agora presidente demissionário da IBU, Anders Besseberg, e a secretária-geral, a alemã Nicole Resch, que, entretanto, deixou o cargo.

Segundo o jornal norueguês Verdens Gang, citado pela agência de notícias AFP, Besseberg e Resch terão escondido 65 casos de doping russo.

A investigação decorre após uma denúncia, que levou a polícia à sede da IBU, na cidade austríaca de Salzburgo, e que motivou a Agencia Mundial Antidopagem (AMA) a abrir um inquérito aos dirigentes em causa.

O jornal norueguês, citando fontes anónimas, refere que Besseberg, de 72 anos, é suspeito de esconder 65 casos de doping de atletas russos desde 2011, incluindo 17 dos 22 que participaram na última Taça do Mundo.

“Acho que seguimos as regras, mas não posso comentar a forma como os investigadores veem este caso”, disse Besseberg durante uma entrevista, na noite de quarta-feira, à emissora pública norueguesa NRK, acrescentando não ter nada a esconder.

O norueguês liderava a União Internacional de Biatlo (IBU) desde 1992 e tinha anunciado, recentemente, estar fora da corrida para novo mandato.

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