A presença inédita das seleções portuguesas de goalball e futebol para cegos nos Jogos Paralímpicos Paris2024 é uma “ambição assumida” pela nova gestão da associação que tutela as modalidades, liderada por Luís Gestas.

“Mais do que um sonho, a qualificação das modalidades para os Jogos Paralímpicos Paris2024 é um desejo de todos, uma expectativa e uma ambição. Sabemos que não é fácil, mas estamos a criar condições para tal”, disse o presidente da Associação Nacional de Desporto para Pessoas com Deficiência Visual (ANNDVIS), em declarações à agência Lusa.

No plano estratégico, apresentado na quarta-feira, a associação aposta, segundo Luís Gestas, “numa nova estratégia para as seleções de goalball e futebol para cegos, com uma equipa multidisciplinar que abrange várias áreas como a fisiologia, a nutrição e a psicologia”.

Além do plano estratégico, a ANNDVIS anunciou também a primeira convocatória de atletas para as seleções de goalball, masculina e feminina, e de futebol para cegos, e novos nomes para as equipas técnicas.

“Este não é um grupo fechado, trata-se de uma primeira convocatória, que foi feita após um trabalho que tem vindo a ser realizado por vários agentes desportivos tem vindo a realizar ações de preparação observação para as duas modalidades”, explicou Luís Gestas.

O presidente da ANNDI, antigo elemento da direção do Sporting liderada por Bruno de Carvalho, destacou também a chamada da treinadora Márcia Ferreira, que liderou as equipas do Sporting que conquistaram quatro títulos europeus e um mundial, para o goalball e para o cargo de Diretora Técnica Nacional (DTN), e do brasileiro Márcio Sousa para a equipa de futebol para cegos.

“Temos uma das melhores treinadoras do mundo”, afirmou, lembrando também a aposta na seleção de goalball sub-23, que em 2019 conquistou a medalha de ouro nos Jogos Europeus da Juventude Paralímpicos.

“Acredito muito neste grupo, nos atletas e nas equipas técnicas, sei que estão todos focados”, disse Luís Gestas, acrescentando: “Os nossos atletas têm de se convencer que são tão bons como os melhores”.

Atualmente, as seleções masculinas de goalball e futebol para cegos militam na Grupo B da Europa, o equivalente à segunda divisão, e para marcarem presença nos Jogos Paralímpicos Paris2024, que juntará oito seleções, precisam de subir à A ou conseguirem a qualificação através de um torneio final de apuramento.

De acordo com Luís Gestas, atualmente as modalidades continuam a ser praticadas em associações da área da deficiência visual, mas destacou a aposta crescente dos clubes.

“Cada vez mais, os clubes começam a substituir-se às associações. A conjugação deste trabalho tem sido importante para as condições dos atletas, e para o desenvolvimento desportivo, imagem e valorização dos atletas”, referiu Luís Gestas.

A menos de uma semana do início do campeonato nacional, que pode ser disputado por equipas mistas, ou de apenas um género, o líder da ANNDVIS assumiu a vontade de criar uma taça feminina em Portugal.

O goalball é, a par do boccia, a única modalidade do programa paralímpico que não é praticada por atletas sem qualquer deficiência, e em Portugal está, tal como o futebol para cegos, sob a égide da Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD).

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