Simone Biles está a escrever uma das páginas mais douradas do desporto mundial. A norte-americana elevou para 21 as medalhas conquistadas em mundiais de ginástica, desempatou com a russa Svetlana Khorkina e isolou-se no ‘medalheiro’ individual feminino. A ginasta de 22 anos tem apenas Vitaly Scherbo na frente na tabela de recordes de masculino ou feminino, com 23. Scherbo foi uma estrela da ginástica astro defendeu a União Soviética e Bielorrússia nos 90.

Este sábado, nos mundiais de ginástica que decorrem em Estugarda, Alemanha, surpreendeu com movimentos nunca antes visto na ginástica: no solo, fez uma dupla pirueta, um backflip duplo - mais conhecido como um duplo-duplo e depois fez um duplo mortal com dupla pirueta na saída da trave, algo que ela já tinha feito nos últimos campeonatos norte-americanos.

Veja os dois movimentos inéditos

Como mandam as regras, sempre que uma ginasta apresenta um movimento inédito em campeonatos do mundo, o mesmo é batizado com o seu nome. As companheiras de Simone na seleção dos Estados Unidos da América sugerem que os mesmos sejam batizados com 'The Biles 1' e 'The Biles 2'. A Federal Internacional de Ginástica (FIG) decidirá nos próximos dias se aceita os nomes propostos.

A 12 de agosto de 2019, Simone Biles tinha-se tornado na primeira mulher a fazer uma tripla pirueta com duplo mortal no solo, sendo a primeira atleta a consegui-lo. Esta proeza foi alcançada quando ela venceu, pela sexta vez, os campeonatos nacionais de Ginástica dos Estados Unidos da América, que este ano se realizaram no Kansas.

Antes tinha feito o tal duplo mortal com dupla pirueta na saída da trave, algo que nunca tinha sido sequer tentado em prova.

Com os dois movimentos inéditos, Biles aumentou para quatro o número de elementos com o seu nome no código de pontuação da ginástica artística.

Nos últimos mundiais de ginástica, que decorreram em Doha em 2018, Biles conquistou seis medalhas de ouro. 

Biles foi uma das ginastas norte-americanas a confessar ter sofrido abusos sexuais por parte do médico da seleção norte-americana Larry Nassar, condenado a um mínimo de 40 anos de prisão por abusar de centenas de desportistas ao longo de vários anos.

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