Duas duplas de velejadores portugueses tentam, a partir de domingo, a qualificação para o torneio olímpico da classe 470 dos Jogos Tóquio2020, no Campeonato do Mundo, que juntará cerca de 90 embarcações em Vilamoura, no Algarve.

Na prova, que termina em 13 de março e é a última de qualificação europeia para os Jogos Olímpicos, conta com 52 duplas masculinas - entre as quais os irmãos Pedro e Diogo Costa e Gonçalo e Rodolfo Pires -, e 27 femininas.

Luís Rocha, Diretor Técnico Nacional (DTN) da Federação Portuguesa de Vela (FPV), garante que as duplas portuguesas têm trabalhado muito e acredita que o apuramento para Tóquio “é possível”.

“Há um ano, tínhamos ainda menos possibilidades, mas temos trabalhado muito e acreditamos que existe uma real possibilidade, embora seja muito difícil pois temos de lutar contra, por exemplo, os alemães”, disse o DTN, em declarações à Lusa.

Luís Rocha explica que a prova de Vilamoura, onde já se encontram muitas duplas a treinar, é a última de qualificação europeia, depois da federação internacional ter optado por provas de qualificação continental, em detrimento das de qualificação mundial, devido à pandemia de covid-19.

Com quota já garantida em Tóquio na classe 49er, Luís Rocha admite também a possibilidade de qualificação nas classes laser, nos Mundiais da categoria, agendados para abril.

Segundo Luís Rocha, Portugal deverá estar representando nos Mundiais de laser, previstos para abril, por duas equipas na classe radial (feminina) e duas na classe standard (masculina).

Na quarta-feira, Portugal assumiu a candidatura à organização dos Mundiais de laser, depois da desistência de França, devido às restrições impostas pela pandemia de covid-19.

O presidente da FPV, António Roquette, mostra-se bastante satisfeito com o facto de Portugal ir receber nos próximos dias o Mundial de 470, e acredita que a capacidade organizativa lusa “é uma mais valia” para receber os Mundiais em laser, em abril.

Segundo António Roquette, a organização da prova está a cumprir todo o protocolo relativo à pandemia, e a entrada de atletas está a ser feita pela fronteira terrestre, em estreita articulação com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Além do Mundial de 470, Vilamoura receberá na mesma altura o campeonato da Europa de RS:X, (prancha à vela olímpica).

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