Fórmula 1: A Emoção de um Grande Prémio é uma série documental produzida pela Netflix com a estrita colaboração da organização da Fórmula 1. Só desta forma é que seria possível ter acesso exclusivo aos bastidores do Campeonato Mundial da Fórmula 1. São três temporadas disponíveis, desde 2018 até 2020, e todas elas com um grande investimento a nível de produção audiovisual.

Cada temporada é dividida em 10 episódios, sendo a primeira série "a imergir o público dentro dos cockpits, o paddock e vidas dos principais pilotos e chefes das equipas da Fórmula 1", refere a Netflix.

A mente por detrás desta série é o produtor James Gay-Rees, que levou até ao cinema obras como Senna, Amy e Diego Maradona.

A temporada mais recente, que chegou à plataforma de streaming em março passado, mostra a época de 2020 na perspetiva dos pilotos e equipas, tendo como pano de fundo uma competição inevitavelmente afetada por uma pandemia provocada pela Covid-19.

Além de serem abordados os pormenores das entradas e saídas dos pilotos nas respetivas equipas em cada época, passamos a conhecer melhor a pessoa por detrás do capacete que aos fins de semana pilota a mais de 300 Km/h. A imagem e o som são igualmente grandes atributos desta série, deixando preso ao ecrã até o menos interessado na modalidade.

A série tem altos valores de produção e as belas imagens transformam-na num produto requintado, ainda que force cada vez mais uma narrativa. O acesso dado pelas equipas à Netflix rende imagens impactantes, como por por exemplo a de Pierre Gasly (AlphaTauri) no local da morte do amigo Anthoine Hubert, em 2019 no GP de Spa-Francorchamps na Bélgica, ou o acidente de Roman Grosjean no GP do Bahrein em 2020.

Nesta recente temporada, ainda que marcada pela Covid-19, o serviço de streaming fecha com um olhar sobre Hamilton e seu posicionamento enquanto membro da comunidade negra na posição de elite do automobilismo mundial. Uma forma de estar/viver que, ele próprio, também aprendeu a utilizar de maneira positiva e transformadora ao longo dos últimos anos.

A série tem o objetivo de tornar a modalidade mais dinâmica e acessível, mas, como qualquer série, os conflitos entre pilotos e chefes de equipa ajudam a criar interesse para lá das classificações e desempenhos por vezes previsíveis nas pistas.

A presença da Fórmula 1 num grande serviço de streaming faz parte dos planos da organização para alcançar mais pessoas. Para quem não tem paciência de ficar duas horas, num domingo de manhã, este pode ser um bom caminho e modalidade aumenta assim o catálogo de público aficionado. De qualquer forma, enquanto produto audiovisual isolado funciona na perfeição.

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