O piloto britânico Lewis Hamilton (Mercedes) apoiou hoje o movimento de protesto lançado por desportistas norte-americanos negros, mas rejeitou ajoelhar-se quando o hino soar antes do Grande Prémio dos Estados Unidos de Fórmula 1, no domingo.

“Tendo em conta tudo aquilo que se passa neste país, neste momento, aquilo que eles estão a fazer é super importante”, defendeu o único piloto negro da história da Fórmula 1, na conferência de imprensa de antevisão do Grande Prémio dos Estados Unidos, em Austin (Texas).

Apesar de, anteriormente, ter dado a entender que iria manifestar publicamente o seu apoio ao movimento de protesto, hoje, a três dias da prova, o britânico da Mercedes foi mais vago.

“Não vou perder muito tempo a pensar nisso, estou aqui apenas para uma coisa: ganhar esta prova, com o objetivo de ganhar o título de campeão do mundo no domingo ou no fim da época. Não quero ser apanhado em todas as discussões em torno desta questão”, disse o líder do Mundial de Fórmula 1.

O movimento foi lançado em 2016 pelo antigo ‘quarterback’ dos San Francisco 49ers Colin Kaepernick, que se ajoelhava ou se mantinha sentado durante o hino norte-americano, antes de cada jogo da Liga norte-americana de futebol americano (NFL).

O protesto recuperou fulgor nas últimas semanas, em particular entre os jogadores de futebol americano, após as críticas violentas do presidente Donald Trump, que considerou o gesto de ajoelhar durante o hino uma falta de respeito pelos Estados Unidos.

“Se os adeptos da NFL recusarem ir aos jogos até que eles parem de faltar ao respeito à nossa bandeira e ao nosso país, verão rapidamente uma mudança”, escreveu Trump no Twitter.

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