A Comissão de Organização do Rali Vinho Madeira anunciou hoje que o relatório da Federação Internacional do Automóvel (FIA) não contém pontos negativos da 61.ª edição da prova, decorrida entre 06 e 08 de agosto.

“Pela primeira vez, não temos nenhum ponto negativo neste relatório, nem um ponto apenas suficiente. A única situação a apontar foi a cor dos coletes da comunicação social, que não estavam de acordo com a regulamentação FIA”, destacou Paulo Fontes, presidente da Comissão de Organização do RVM, sobre o relatório elaborado pelo francês Jack Jung, observador da FIA.

Na sede do clube organizador, Club Sports Madeira, o dirigente continuou a enumerar os vários fatores que tornaram a prova madeirense "um verdadeiro sucesso em termos competitivos e desportivos", mas, acima de tudo, em termos de "segurança e saúde pública".

“Foram os próprios pilotos que nos incentivaram e estimularam para fazermos o rali. Tivemos uma excelente lista de inscritos (60 participantes), com o campeão de Espanha (Pepe Lopez) a dar um toque internacional. Não fomos teimosos, queríamos realizar o rali em segurança, fizemos muitas alterações ao percurso e ao programa da prova para irmos ao encontro das recomendações das autoridades de saúde. Fizemos também um plano de contingência”, realçou.

Paulo Fontes assinalou também que a prova, decorrida na Madeira, não contabilizou um único caso de contágio do covid-19.

“Queremos agradecer ao público, que foi para a estrada e cumpriu com todas as normas e orientações. Este rali foi de facto extraordinário e podemos dizer que foi uma prova que há muito tempo não tínhamos, ainda para mais, ao se realizar a meio de uma crise pandémica, que fez falar ainda mais sobre o RVM, por ser a segunda prova do campeonato FIA a ser realizada”, realçou.

Pedro Araújo, diretor da prova, defende que o RVM está num “patamar altíssimo”, chegando a ser “termo de comparação para todos os ralis que são pontuados a nível mundial”.

“O RVM continua com um prestígio muito grande. Nós temos observação desportiva da Federação internacional e isso faz com que o nosso rali seja dos mais bem cotados a nível internacional e a nível de FIA, quando temos o relatório como este”, frisou.

A edição 2020, que foi conquistada por um piloto madeirense, Miguel Nunes, também foi um “verdadeiro sucesso nos media”, superando os anos anteriores. Foram veiculadas 855 notícias, com um impacto superior a 1,2 milhões de euros.

“Ao nível das notícias, desde que nós motorizamos (2016), foi o evento da história do RVM que mais notícias veiculou”, afirmou Francisco Freitas, da ‘Presspower’, empresa parceira do RVM, que apresentou o relatório do impacto da prova madeirense nos media.

“Este ano foi realmente diferente. Antes da prova, já a nível nacional se falava do RVM, sobre o desafio que enfrentávamos para levar a prova para a estrada, perante o estado pandémico que vivemos. Pela primeira vez, tivemos 13% de cobertura internacional”, realçou.

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