A cidade de Vila Real acolhe a partir de sexta-feira a 50.ª edição do Circuito Internacional, um evento que projeta mundialmente a região, mexe com a economia e atrai milhares de aficionados pelo desporto automóvel.

“É importante para todos os negócios de Vila Real e para a região porque este é um evento mundial”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente da câmara, Rui Santos.

O Circuito Internacional de Vila Real, que se prolonga até domingo, tem como atração principal a Taça do Mundo de Carros de Turismo (WTCR), uma prova da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) que tem transmissão televisiva para vários países.

O presidente salientou que este é um evento que mexe com toda a economia local, desde a hotelaria e a restauração, às equipas que montam o circuito, entre outros, e salientou que são esperados, durante os três dias, perto de 200 mil aficionados pelo desporto motorizado.

O acesso ao circuito é gratuito e, ao longo dos quase cinco quilómetros, estão a ser montadas bancadas improvisadas em andaimes, preparadas varandas e jardins de casas ou até mesmo tendas de campismo.

O circuito também inspirou negócios criados ao longo da pista.

O restaurante típico “Curva 24” foi instalado precisamente junto à curva 24 do circuito de Vila Real e faz uma homenagem às corridas automóveis, com fotografias de grande dimensão da antiga e atual pista, como da vitória de Tiago Monteiro na prova nacional do WTCR.

“Sempre adorei corridas, elas fazem parte do ADN dos vila-realenses”, afirmou o proprietário João Paulo Grilo.

O empresário disse à Lusa que já reforçou o stock do restaurante para os dias de circuito que classificou como fantástico “em termos promocionais”.

“É muita gente a circular no circuito, a visibilidade é muita e o número de clientes também aumenta”, referiu.

Noutra zona da pista, abriu a pastelaria e gelataria artesanal “Circuito”.

A ligação de Silvino Florindo às corridas também se faz através do irmão Edgar, que é piloto. “É uma cidade de corridas, o nosso espaço fica no circuito e achei que se ia enquadrar bem”, salientou.

Para os dias de corridas, o empresário resolveu ampliar o espaço da esplanada onde vai ter à venda bebidas e comidas e aproveitar para “fidelizar o máximo de clientes”.

Rui Santos referiu que a organização do evento representa um investimento de cerca de 1,2 milhões de euros, com 600 mil euros resultantes de uma candidatura a fundos comunitários.

Mas o retorno económico, segundo o autarca, é muito maior.

“Continuo muito expectante relativamente àquele que será o apoio do Turismo de Portugal. Não quero acreditar que o Turismo de Portugal discrimine os apoios que dá em função do local onde este tipo de eventos se realiza”, salientou.

Rui Santos lembrou os “500 mil euros atribuídos ao rali de Portugal".

“Atendendo a que esta é a terceira prova da FIA, continuamos à espera que o Turismo de Portugal olhe para o interior do país, olhe para Vila Real e que atribua um subsídio proporcional”, afirmou.

O autarca elencou outros números associados “à festa”: 250 comissários e pessoal de pista, 50 médicos, enfermeiros e socorristas, 130 seguranças privados, 170 bombeiros, 160 pilotos distribuídos por cinco provas, 150 jornalistas e fotógrafos, e as 2.500 refeições servidas pela organização.

Para assinalar a 50.ª edição, foi lançada uma garrafa especial de vinho do Porto, com apenas 50 exemplares, em parceria com a Adega Cooperativa de Vila Real, assim como uma medalha comemorativa e um eco copo reutilizável, uma iniciativa que pretende diminuir a utilização dos copos plásticos.

A festa prolonga-se para lá da pista, com o concerto dos Já Fumega e Banda Índice na sexta-feira e, no sábado, dos Expensive Soul.

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