O encontro de sábado entre Portugal e Itália vai levar Tomaz Morais a assistir, pela primeira vez em mais de três anos, a um jogo de râguebi ao vivo, revelou o antigo selecionador português à agência Lusa.

“No fundo, não vejo um jogo ao vivo desde que vim para o Sporting. Estou com muita vontade, é só uma questão de não ter nenhum imprevisto de trabalho”, confessou o atual diretor do futebol de formação dos 'leões'.

Por tudo isto, o antigo treinador vai ao Estádio do Restelo com expectativas “muito elevadas”, mas também porque, em novembro, assistiu pela televisão ao encontro Portugal-Japão, disputado em Coimbra e que os nipónicos venceram por 38-25, mas no qual a seleção "fez um grande jogo” e discutiu o triunfo até ao último lance.

“Nestes jogos, Portugal tem sempre uma palavra a dizer, embora saibamos que a Itália ainda é de outro patamar e tem uma responsabilidade diferente. Mas Portugal tem jogadores de elevadíssima qualidade e está muitíssimo bem orientado”, analisou Morais.

Sobre o encontro de 2007, o antigo selecionador recorda que, “até 10 minutos do final”, a seleção portuguesa estava “a discutir o jogo olhos nos olhos com os italianos” e que “tudo o que tinha sido projetado” para esse encontro “estava a acontecer”.

“Mas depois faltaram-nos as pernas. O ritmo de jogo acelerou, os italianos marcaram um ensaio de alguma sorte e o jogo foi para o lado deles. Foi um grande jogo de Portugal e ninguém esperava que o conseguíssemos disputar daquela maneira”, recordou à Lusa.

Até porque, menos de um ano antes, Portugal tinha saído de L’Áquila, em Itália, vergado a uma das piores derrotas da sua história, por 83-0.

A diferença de um jogo para o outro é a prova da “evolução que se consegue ter em pouco tempo só por jogar regularmente a este nível” e, segundo o antigo selecionador, os jogos que Portugal vai disputar contra Itália, Argentina Jaguares e Geórgia “podem dar o ritmo necessário” para garantir o apuramento para o Mundial de 2023 na repescagem, em novembro, algo em que Morais acredita convictamente.

“Acredito, sim senhor! É uma geração que tem muita vontade de ir e a motivação manda muito. É excelentemente liderada por um grande senhor do râguebi mundial [Patrice Lagisquet], com o suporte de técnicos nacionais de muita qualidade. Tudo isso permite-nos ambicionar a qualificação na repescagem”, concluiu Tomaz Morais.

As seleções de râguebi de Portugal e Itália defrontam-se no sábado, no Estádio do Restelo (17:00), pela primeira vez desde 19 de setembro de 2007, quando a seleção nacional perdeu no Campeonato do Mundo de França2007.

As duas seleções têm um histórico de 12 confrontos oficiais, nos quais a seleção portuguesa conseguiu apenas uma vitória, por 9-6, em março de 1973, num encontro disputado em Coimbra, e um inusitado empate 0-0, em Pádua, em fevereiro do ano anterior.

De resto, Portugal perdeu todos os restantes encontros frente aos 'azzurri', incluindo um desaire por 83-0 em L'Áquila, menos de um ano antes de as duas seleções se defrontarem no França2007 e que constitui uma das derrotas mais pesadas de sempre dos 'lobos'.

O encontro de sábado tem ainda a particularidade de ser o primeiro na história do râguebi masculino a ser dirigido por uma equipa de arbitragem totalmente composta por mulheres e liderada pela escocesa Hollie Davidson.

Seja o melhor treinador de bancada!

Subscreva a newsletter do SAPO Desporto.

Vão vir "charters" de notificações.

Ative as notificações do SAPO Desporto.

Não fique fora de jogo!

Siga o SAPO Desporto nas redes sociais. Use a #SAPOdesporto nas suas publicações.