O surfista português Frederico Morais admitiu hoje que um bom resultado seria vencer o Meo Rip Curl Pro, em Peniche, mas frisou que há um caminho longo a ser percorrido, enquanto Vasco Ribeiro afastou a pressão por ser ‘wild card'.

O atual 13.º classificado da hierarquia mundial enalteceu a importância de entrar na 10.º e penúltima etapa do circuito como surfista integrante do ‘tour’, sublinhando que é o fruto de muito trabalho ao longo dos anos.

"Poder competir aqui como residente e não como ‘wild card' é uma experiência inexplicável. Poder viver isto como um ‘wolrd tour surfer' é ótimo. Estar aqui a transmitir a mensagem aos mais jovens de que o espírito de sacrifício e a dedicação de quando queremos muito uma coisa é sempre possível", disse Frederico Morais.

Na conferência de imprensa da apresentação da prova penicheira, ‘Kikas' não escondeu o desejo de arrecadar o troféu, reconhecendo, por outro lado, que o pensamento está por superar cada etapa na praia dos Supertubos.

"Um bom resultado? Adoraria ganhar. É sempre o objetivo de todos os atletas ganharem, mas não posso encarar assim os campeonatos. Para chegarmos a uma final há toda uma estrada para ser percorrida e não vale a pensa tentarmos passar a frente disso", explicou o surfista cascalense.

Já o compatriota e convidado para a competição Vasco Ribeiro afastou qualquer tipo de "pressão" parar surfar as ondas com uma maior responsabilidade, depois de em 2015, também como ‘wild card', ter conseguido o terceiro lugar na prova penicheira.

"Encaro isto como uma grande oportunidade. Não tenho pressão nenhuma, sou ‘wild card'. É muito difícil dizer [até onde posso ir]. O que posso prometer é que vou deixar tudo na água e depois o resto vamos ver", confessou.

Ainda com possibilidades para assegurar um lugar na próxima temporada na elite mundial, o atual campeão nacional e 33.º do ‘ranking' de qualificação "acredita que é possível e que há muitos pontos em disputa", mesmo sabendo que só os dez primeiros classificados garantem o acesso.

Quanto à luta pelo título mundial, o havaiano John John Florence, que lidera o circuito e venceu a competição em Peniche no último ano, é o único que pode sagrar-se campeão em Portugal, porém confessou que a luta com o perseguidor direto, o sul-africano Jordy Smith, irá ser decidida apenas no Billabong Pipe Masters, no Hawai.

"Estou muito entusiasmado por estar aqui depois de ter vencido no ano passado. A luta pelo título está muito apertada e os outros rapazes [Gabriel Medina e Jordy Smith] também fazem ondas perfeitas e adoram competir. Penso que tem que ser ‘heat' a ‘heat' e ver que acontece. O Jordy consegue fazer coisas muito boas, penso que a corrida para o titulo vai manter-se até Pipe", referiu o havaiano, que lidera o mundial com 2.300 pontos de vantagem.

Quanto a Jordy Smith, partilhou as palavras de John John, no entanto, prefere não pensar no título e realçou a vontade em triunfar em Peniche.

"Eu só quero vencer [aqui]. Estou muito concentrado nisso, tive muitos bons resultados no passado e estão grandes ondas para vir. Há muitos poucos pontos de diferença entre nós, está muito apertado, mas não estou preocupado com isso. Eu vou fazer o que sei fazer e Peniche todos os anos dá-nos boas ondas. Vou lutar todos os dias para vencer", argumentou.

O período de espera do Meo Rip Curl Pro decorre entre os dias 20 e 31 de outubro, na praia dos supertubos, em Peniche.

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