A chegada tardia das suas pranchas via aeroporto a território inglês deu hoje outro sentido ao triunfo da portuguesa Yolanda Hopkins na Boardmasters Open, prova do circuito de qualificação da World Surf League.

“Tive bastantes complicações neste campeonato. No meu último voo aqui para Newquay, perdi as minhas pranchas, que só chegaram esta manhã. Ontem [quinta-feira] fiz todo o campeonato com uma prancha de uma outra competidora amiga e só hoje é que acabei por utilizar a minha prancha. Não podia pensar muito em todas as variações daquilo que poderia acontecer. Apenas me foquei no surf e tentar dar o meu melhor”, confidenciou à agência Lusa a algarvia, de 24 anos, momentos depois do êxito na região da Cornualha.

Na praia de Fistral, localizada no sudoeste de Inglaterra, a olímpica portuguesa impôs-se com clareza na final, ao somar um total de 11,40 pontos (6,57 e 4,83 nas duas melhores ondas), para se posicionar à frente das espanholas Janire Gonzalez Etxabarri, segunda classificada, com 8,33 (4,23 e 4,10), e Laura Coviella, terceira, com 7,14 (4,77 e 2,37).

No caminho para a reconquista do título arrebatado em 2019, venceu o ‘heat’ 8 da ronda inaugural, com 14,83 pontos, voltou a ser primeira no ‘heat’ 4 dos quartos de final, desta vez com 12,17, e também ganhou sem mácula o segundo ‘heat’ das ‘meias’, com 14,67.

“Não sei se estava à espera disto, mas estava definitivamente com a intenção de ganhar. Não fico muito feliz só por passar rondas. Quero ganhar e tenho sempre a ambição mais alta possível em cada prova. Gosto muito de voltar a Inglaterra, onde há um espírito um bocado diferente, o pessoal mostra-se muito interessado no surf e fica à beira da água só para nos ver a surfar. Isso acresce um bocadinho de motivação para dar o nosso melhor. Acaba por correr bem quase todas as vezes que venho cá”, enalteceu Yolanda Hopkins.

Depois de ter conseguido dois terceiros lugares e um quinto nas três provas que disputou esta temporada no circuito europeu, a quinta classificada na estreia do surf nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 subiu ao primeiro lugar da tabela europeia das Qualifying Series.

“Vou diretamente para França no início da próxima semana. Irei ter outro campeonato de 1.000 pontos como este que venci e outro de 3.000. Estou com a mesma motivação para ganhar estes próximos dois [torneios] e estar apurada para o [circuito] Challenger Series, caso não dê para me qualificar este ano através do ‘top-5’”, finalizou Yolanda Hopkins.

Nesta hierarquia do circuito que dá acesso às Challenger Series, a também olímpica Teresa Bonvalot é quinta colocada, surgindo dois lugares à frente de Francisca Veselko, outra das três representantes portuguesas em Newquay, onde chegou às meias-finais.

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