O tenista escocês Andy Murray, antigo líder do ranking ATP, está a preparar-se “mentalmente” para o US Open, embora se revele algo “apreensivo” em competir nos Estados Unidos, o país do mundo mais afetado pela pandemia da COVID-19.

"Tenho de estar preparado. Há quatro ou cinco semanas assumi que estava bastante cético (em participar no US Open), mas mentalmente, em algum momento temos de começar a preparar-nos, organizar-nos”, disse o atleta sobre o torneio do Grand Slam previsto começar em 31 de agosto em Flushing Meadows, Nova Iorque.

O bicampeão olímpico assumiu estar “inquieto” pela situação atual nos Estados Unidos, mas assegurou estar a preparar-se para “estar em forma” no torneio que vários dos melhores jogadores do ranking têm revelado dúvidas em disputar, incluindo o número 1 mundial, o sérvio Novak Djokovic.

Na terça-feira, o torneio de Washington, que deveria marcar o reinício da época ATP, foi anulado.

“Estava a pensar viajar antecipadamente para algum lado para fazer algum treino em clima quente, porém estaria a aumentar o risco de apanhar o vírus. Se tudo correr bem, o torneio vai realizar-se, mas se não for fico bem com isso. Temos de tentar voltar à competição quando for seguro fazê-lo”, avisou.

Andy Murray participa esta semana num evento com jogadores britânicos em Londres e deve jogar igualmente um torneio em Flushing Meadows, na semana anterior ao US Open, que se disputa no mesmo local.

“Algumas modalidades, como o futebol, regressaram e parecem ter-se dado bem. O problema é termos de viajar. Felizmente somos testados antes de partir e quando lá chegamos. Os jogadores, a equipa técnica, todos estamos nesta bolha de segurança. Tudo vai correr bem, é a minha esperança”, completou o medalha de ouro em Londres2012 e Río2016.

Sérios problemas nos quadris levaram-no a anunciar em 2019 o abandono do ténis, contudo Murray acabaria por reconsiderar a sua decisão.

A pandemia da doença provocada pelo novo coronavírus já provocou a morte de pelo menos 649.577 pessoas e infetou 16.295.350 em todo o mundo, segundo o último balanço feito pela Agência France-Presse (AFP).

Os Estados Unidos são o país mais afetado, tanto em mortes como em casos, com 146.935 óbitos em 4.234.140 casos registados, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

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