Gastão Elias mostrou-se hoje “muito contente” por ter-se tornado no segundo melhor tenista português de sempre e confessou à agência Lusa ter duvidado “muitas vezes” de que conseguiria alcançar tamanho feito.

“Estou, obviamente, muito contente por ter alcançado esse feito. É uma honra fazer parte desse pódio de portugueses. Não é o objetivo que tenho em mente, mas fico satisfeito por isso ter vindo por acréscimo a tudo o que tenho feito”, reconheceu à Lusa desde Lima, onde esta semana vai defender o título conquistado no ano passado no ‘challenger’ peruano.

Aos 25 anos, o novo 57.º jogador mundial está a viver o melhor momento da sua carreira – o triunfo frente ao francês Gael Monfils, número sete do ‘ranking’, na segunda ronda do torneio de Estocolmo (Suécia), na semana passada, atesta-o -, mas nem sempre a confiança que agora emana esteve consigo.

“Para ser sincero, duvidei muitas vezes. Muitas vezes. Chorei algumas vezes. Tive momentos difíceis, em que achei que já não ia conseguir. Surpreendeu-me o tão difícil, o tão exigente que é este desporto. Sempre tive isso na cabeça, sempre tive em mente que era uma coisa muito difícil, que pouca gente no mundo conseguia chegar ao ‘top 100’ e ser dos melhores do mundo. E eu, muitas vezes, duvidei de que conseguiria lá chegar”, confessou, quando questionado se alguma vez pensou que conseguiria superar Rui Machado como segundo melhor português de sempre.

Depois de ter tido uma carreira “bastante boa” nos juniores, o jogador da Lourinhã, que nesse escalão era considerado um prodígio, achou que tinha grandes hipóteses de subir rapidamente no ‘ranking’ quando começou a caminhada no circuito profissional.

“Mas tive muitas desilusões... a partir do ponto em que comecei a ignorar isso, o achar que não iria conseguir, e a concentrar-me simplesmente no meu trabalho, os resultados começaram a aparecer. Foi isso que aprendi ao longo do tempo e é isso que vou levar para a minha carreira: não me preocupar com resultados, não me preocupar com os ‘rankings’”, revelou.

Elias teve ainda palavras de elogio para Rui Machado, o agora diretor técnico do ténis nacional, que até hoje figurou, com o seu 59.º posto, como vice de um ‘ranking’ liderado por João Sousa, que ocupou a 28.ª posição da hierarquia ATP a 16 de maio deste ano.

“O Rui é sempre impecável. Assim que ganhei ao Monfils, mandou-me uma mensagem a dizer ‘o número 59 já foi’. Mostrou-se contente. O Rui é uma excelente pessoa, fico até triste, de certa forma, por tê-lo destronado como número dois. Ele é um jogador incrível, merece tudo o que conquistou”, defendeu.

Apesar de ter alcançado o estatuto de segundo melhor de sempre, o ‘Mágico’ não estabelece como objetivo ‘destronar’ João Sousa.

“É óbvio que ser o melhor jogador de sempre de um país é um feito importante, mas como já disse algumas vezes, não foi para isso que comecei a jogar ténis, não é para isso que treino todos os dias. Simplesmente, gostava de ser o melhor que posso ser. Neste momento, por exemplo, ganhar um ATP está à frente de ser o melhor português. Se isso vier como consequência, ficarei feliz, mas não tenho isso como objetivo principal na minha carreira”, assegurou.

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