João Lagos diz que em 22 anos nunca viu os “courts” do Estádio Nacional em tão mau estado e alerta para os riscos desta situação para o Estoril Open, principal torneio de ténis em Portugal.

A realização da 23.ª edição, programada para o período de 28 de abril a 06 de maio, está dependente dos trabalhos de manutenção do complexo, apesar de o Instituto do Desporto de Portugal (IDP) ter suspendido as entidades que garantiam aqueles trabalhos.

«Neste momento estão suspensas as entidades que tinham contrato com o IDP para desempenharem essas funções e neste momento não há qualquer tipo de manutenção. Francamente é a primeira vez em 22 anos que isso acontece», afirmou João Lagos em entrevista à Agência Lusa.

O diretor do Estoril Open é perentório nas queixas à atual má qualidade dos campos: «Estão em mau estado, como é público. Estão em muitíssimo mau estado, se considerarmos um nível de utilização amador. Se pensarmos em altíssima competição, como é o Estoril Open, então diria que estão em péssimo estado».

Lagos diz estar confiante em que venha a ser encontrada uma solução em tempo útil para a organização do torneio, mas deixa um aviso: «Se estivéssemos num cenário de termos os campos inviabilizados é evidente que o torneio não se poderia realizar».

A 50 dias do arranque da prova, que deverá ter dois portugueses com entrada direta no quadro principal, o promotor do Estoril Open diz que se está «no limite de um prazo razoável» e espera que as condições meteorológicas se «mantenham favoráveis», porque a chuva poderá inviabilizar a sua realização.

«Se porventura vem aí a chuva tão desejada, mesmo que estejamos prontos para essa obra de manutenção, teremos sérios problemas, porque não é possível trabalhar com os ‘courts’ empapados em água», sublinhou.

Apesar dos constrangimentos causados pela atual situação, Lagos apela ao apoio do Governo para que seja ultrapassada esta situação pontual, embora esteja «naturalmente preocupado».

«Neste caso específico, vou precisar do apoio do Governo para que também haja essa capacidade imaginativa e jogo de cintura para que possamos improvisar uma solução que possa resolver esta situação pontual, mas que possa engatilhar numa solução de fundo», comentou.

O velho tema das instalações definitivas continua sem um fim à vista e o empresário formulou votos para que o momento seja aproveitado para uma profunda reestruturação do modelo de gestão do complexo: «Gostaria de aproveitar este momento para que fosse encontrada uma solução que pudesse ser global e englobasse todo o Estádio Nacional e todas aquelas infraestruturas».

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