João Sousa definiu hoje a sua prestação frente ao Brasil como "a melhor eliminatória" que "alguma vez" jogou por Portugal na Taça Davis em ténis, considerando que o duelo do Grupo I Mundial "correu na perfeição".

“Atrever-me-ia a dizer que, em termos de nível, é a melhor eliminatória que joguei alguma vez por Portugal. Obviamente, estou orgulhoso com isso”, sintetizou o número um nacional.

Depois de vencer Felipe Meligeni num encontro de sentido único no primeiro singular, na sexta-feira, Sousa voltou hoje ao ‘court’ para ‘vulgarizar’ Thiago Monteiro, o mais cotado dos jogadores brasileiros, com um expressivo triunfo por 6-3 e 6-1.

“Não existe segredo. Eu acho que o querer venceu, e o meu querer hoje era muito para ajudar a equipa a vencer. Foi isso que fiz. Entrei com tudo e estava consciente que estava a jogar a um bom nível, já o tinha demonstrado ontem [sexta-feira], e ia fazer tudo por tudo para que ele tivesse de jogar ainda melhor do que eu para igualar esta eliminatória”, descreveu.

Para o 56.º jogador mundial, “esta eliminatória correu na perfeição” para Portugal. “Se tivesse de escolher uma maneira para acabar, se calhar era vencendo o par. Não vencendo o par, acho que estivemos todos à altura do desafio e eu tenho muito orgulho nos meus companheiros e no ‘capitão'”, destacou, em conferência de imprensa, no Centro Cultural de Viana do Castelo.

“Não vou dizer que não teve [peso]. Foi um jogo não só muito físico, mas muito emocional ontem, e realmente custou-me um bocadinho a arrancar, mas não culpo a derrota no par disso. Foi mesmo nos detalhes. Foi um jogo típico de pares. […] Se estivéssemos a jogar ao nosso melhor, teríamos ganho”, defendeu Nuno Borges, referindo-se à importância que a maratona que disputou na sexta-feira frente a Monteiro teve hoje. ´

Também Cabral ‘culpou’ os detalhes pela derrota em três ‘sets’, frente a Rafael Matos e Felipe Meligeni, no encontro de pares.

“Nós demos o nosso melhor, tentámos tudo por tudo para trazer a vitória para o nosso lado e concluir a eliminatória, mas, muitas vezes, até mais nos pares do que nos singulares, um ou outro ponto podem concluir o encontro”, resumiu o número um nacional e 45.º jogador mundial de pares.

Francisco Cabral reconheceu ainda que “sempre” foi um dos seus “objetivos representar o país e, se possível, fazer história e ir ao Grupo Mundial”.

“Esta eliminatória foi mais uma demonstração de que a nossa equipa está a jogar um nível muito alto e sólido. Acredito que temos hipótese de chegar ao Grupo Mundial”, defendeu.

Portugal qualificou-se hoje, graças à vitória por 3-1 sobre o Brasil, para o ‘play-off’ de acesso às Finais da Taça Davis de 2023, o antigo Grupo Mundial da competição, estando pela quarta vez na sua história a lutar por subir à elite.

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