O tenista português João Sousa lembrou hoje que o estatuto de cabeça de série não vence encontros e prometeu ir dar o melhor em cada ronda para chegar o mais longe possível no Open da Austrália.

Um ano depois de ter caído na terceira ronda do primeiro ‘Grand Slam’ da temporada diante de Andy Murray, o melhor tenista português de sempre volta ao lugar onde foi feliz como pré-designado e sem querer estabelecer metas antecipadas.

“Sinceramente não costumo pensar no resultado que fiz nos anos anteriores, já que cada semana é diferente e as condições variam de ano para ano. Tenho vindo a treinar a um nível muito elevado e tive uma boa exibição em Auckland. O importante é manter esse nível de ténis e dar o melhor para tentar chegar o mais longe possível”, salientou à Agência Lusa, assumindo, no entanto, que ter chegado à terceira ronda em 2015 foi “um grande feito”.

Pela segunda vez na sua carreira - a primeira foi no Open dos Estados Unidos, em 2014 -, o número um luso figurará como cabeça de série num torneio do ‘Grand Slam’, uma realidade possível pelo ‘ranking’ que ocupa (é 33.º) e pela desistência por lesão do francês Richard Gasquet.

“O estatuto de cabeça de série não vence encontros, pelo que sou consciente de que tenho que dar o meu melhor em cada ronda que dispute, independentemente do adversário”, defendeu.

Fora do seu pensamento fica, por agora, melhorar a sua hierarquia ATP, que já é a mais alta de sempre de um jogador português.

“Não tenho por hábito pensar muito no ‘ranking’, exibir um bom nível de ténis e evoluir como jogador passa mais pelos meus objetivos”, completou.

Para essa evolução contribuirá, inevitavelmente, a eliminação na primeira ronda em Auckland, fruto de uma derrota somada após dispor de dois ‘match-points’, que o levou a gritar que o desfecho não era justo.

“Foi apenas mais um encontro da minha carreira em que joguei bem e em que as coisas, infelizmente, caíram para o lado dele... sem dúvida que tiro ilações muito positivas e dá-me confiança para estar ainda mais forte em Melbourne”, analisou o vimaranense.

Sousa, de 26 anos, garante estar preparado para o desafio climático que o Open da Austrália também impõe – é habitual os termómetros chegarem aos 40 graus – depois de uma pré-época de excelência, que incluiu um estágio de uma semana com Rafael Nadal, e também para o embate da primeira ronda com o cazaque Mikhail Kukushkin, 63.º tenista mundial.

“É um jogador difícil, já o defrontei por duas ou três vezes, uma há dois anos em terra batida e outra há uns aninhos num ‘challenger’. Venci em piso rápido, perdi em terra. É um tenista muito experiente, com muita experiência no circuito. Vamos ver como correm as coisas. Conheço-o relativamente bem e ele a mim. Nos ‘Grand Slam’ não há encontros fáceis”, concluiu.

O Open da Austrália arranca segunda-feira e termina a 31 de janeiro, com a consagração do campeão masculino.

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