A alemã Angelique Kerber estreou-se hoje a ganhar o torneio de Wimbledon, em Londres, com uma vitória inesperadamente fácil, duplo 6-3 em pouco mais de uma hora, sobre a norte-americana Serena Williams.

Esta não era a final em que mais se apostava - nenhuma delas estava entre as 10 primeiras cabeças de série -, mas também é um facto que nem Serena nem Kerber são desconhecidas, já com palmarés ricos, em que se incluem 'Grand Slams'.

A germânica teve um ano fantástico em 2016, com os seus dois anteriores 'majors' ganhos, no Open da Austrália e no Open dos Estados Unidos, decaindo depois um pouco. Desceu de líder para 21.ª no ano passado e agora volta aos primeiros postos, recuperando o quinto.

Quanto a Serena, é a mais titulada das tenistas em atividade, com vitórias sucessivas nos maiores torneios, incluindo o de Wimbledon. Há dez meses foi mãe, com um parto complicado, e desde então não tem sido fácil a recuperação.

Caiu mesmo para 181.ª do 'ranking', o que não impediu que a organização lhe concedesse o estatuto de 25.ª cabeça de série, evitando assim a dureza das qualificações.

Isso facilitou o percurso de Serena, que fará 37 anos em setembro, mas chegou claramente fora da melhor condição física à final, na qual Kerber, de 30 anos e atual 10.ª do 'ranking' ATP, foi sempre melhor.

No 'court' central de Wimbledon, em tarde de sol, o jogo de pernas de Kerber e a sua defesa polivalente anularam a potência dos golpes de Serena, que procurava festejar o seu 24.º 'major'.

Serena serviu menos bem do que o habitual - só quatro 'ases' - e teve mais faltas do que esperaria (24, contra cinco da alemã), sendo também superada nas trocas de bolas.

"Tinha de jogar o meu melhor ténis aqui. Era uma segunda oportunidade, tinha de a agarrar", disse Kerber, finalista vencida em 2016, na última vitória de Serena.

E agarrou mesmo essa oportunidade, uma clara vitória, 'selada' em uma hora e cinco minutos, com quatro 'breaks' ao jogo da mais nova das irmãs Williams.

"É um sonho que se torna realidade", assumiu a germânica, antes de se dirigir diretamente à adversária: "Serena, és uma grande campeã, uma fonte de inspiração para todo o mundo."

Quanto a Serena, assumiu a derrota, sem reservas: "Evidentemente é uma deceção, mas na realidade não posso estar dececionada depois do que consegui. Tentei ganhar, só que a Angelique jogou extremamente bem."

Antes, jogara-se o final da partida entre o sérvio Novak Djokovic e o espanhol Rafael Nadal, uma meia-final interrompida na sexta-feira à noite.

O sérvio é o segundo finalista da prova, batendo o espanhol Nadal em cinco 'sets', com os parciais de 6-4, 3-6, 7-6 (11-9), 3-6 e 10-8. A partida começou na sexta-feira, mas teve de ser suspensa às 23:00, então com o sérvio a ganhar por 2-1, para ser hoje reatada, finalizando com um total de cinco horas e 16 minutos.

O adversário de Djokovic na final de domingo será o sul-africano Kevin Anderson, que na sexta-feira afastou na outra meia-final o norte-americano John Isner, num 'duelo' que durou seis horas e 36 minutos, o segundo mais longo de sempre da era 'open' em Wimbledon.

Novak Djokovic, antigo número um do mundo que tinha caído para 21.º, após lesão e operação ao cotovelo, não atingia uma final de 'Grand Slam' desde 2016, ano em que ganhou o Open da Austrália e Roland Garros. Em Wimbledon, conta já três títulos (2011, 2014 e 2015) e uma final perdida (2013).

Apesar da derrota, Nadal vai manter a liderança do 'ranking' ATP, ampliando mesmo a vantagem sobre o suíço Roger Federer, depois do acerto de pontos na próxima semana.

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