O tenista português Pedro Sousa apurou-se, pela 15.ª vez, para uma final do ATP Challenger Tour, ao vencer o italiano Alessandro Gianessi na meia-final do Lisboa Belém Open, que termina no domingo, no Club Internacional de Foot-Ball (CIF).

No mesmo dia em que Gonçalo Oliveira se tornou campeão de pares, ao lado do dominicano Roberto Cid Subervi, o número dois português e 111.º colocado do ‘ranking’ ATP eliminou o transalpino Gianessi (164.º ATP) em dois ‘sets’, por duplo 6-4, em uma hora e 25 minutos.

Depois de ter perdido os dois primeiros jogos de serviço, após o ‘break’ inicial imposto ao adversário (1-3), o lisboeta, de 32 anos, conseguiu elevar o nível do seu jogo e recuperar da desvantagem para obter a qualificação para a final, a primeira em quatro edições do Lisboa Belém Open e que lhe poderá valer o oitavo título Challenger, duas semanas depois de ter disputado o troféu em Split, Croácia.

“Acho que no início do primeiro ‘set’ nenhum de nós jogou bem, mas ele acabou por cometer alguns erros, quando estava 3-1, e isso fez um bocadinho a diferença e acabei por ganhar a primeira partida. No segundo ‘set’ foi um pouco melhor, consegui sair bem, na frente. A meio do ‘set’ as bolas começaram a ficar bastante pesadas e os pontos muito longos. Estava difícil de fazer dano ao adversário, mas, a partir do momento em que mudámos de bolas, acho que houve menos hipóteses de quebrar serviços e eu, felizmente, tinha dois ‘breaks’ de vantagem e foi o suficiente”, explicou o segundo cabeça de série.

Consumado o triunfo e restabelecida a igualdade no confronto direto com Gianessi (4-4), Pedro Sousa marcou encontro na final com o jovem espanhol Jaume Munar (112.º ATP), de 23 anos, após a vitória ante o italiano Federico Gaio, pelos parciais de 6-3 e 6-0, em uma hora e 14 minutos.

“É mais uma final, felizmente, tenho jogado muitas nos últimos anos, mas, obviamente, que esta é especial por ser no meu clube, onde cresci e vivi a minha vida inteira. Tem um valor sentimental maior”, confessou Sousa, antevendo um encontro difícil com Munar, que, “quando está bem, tem grandes primeiros serviços, uma excelente atitude e é bastante sólido no fundo do campo.”

Na competição de pares, o portuense Gonçalo Oliveira e o parceiro Roberto Cid Subervi derrotaram o finlandês Harri Heliovaara e o checo Zdenek Kolar, com os parciais de 7-6 (7-5), 4-6 e 10-4, e tornaram-se campeões do torneio português do ATP Challenger Tour.

“O único título que tinha ganho em Portugal foi um Future em Vale do Lobo, em pares também. E ganhar em casa tem sempre um sabor especial. Guardo boas recordações deste torneio aqui, onde fiz final [2017] e ganhei o meu primeiro encontro de singulares no Challenger. Esta foi uma boa semana a jogar com o Roberto”, destacou o jovem portuense, de 25 anos.

Graças ao triunfo na terra batida do ‘court’ central do CIF, Oliveira, número 81.º do ‘ranking’ ATP de pares, conquistou o 10.º título de categoria Challenger e vai ascender ao 77.º lugar da hierarquia mundial, deixando ao critério do capitão da seleção nacional da Taça Davis, Rui Machado, uma eventual convocatória para a equipa.

"Não tenho sido abordado, nem convocado pelo Rui [Machado] nos últimos dois anos, portanto não sei. É uma decisão do capitão da Taça Davis, ele é que tem o controlo da decisão, não sou eu, nem mais ninguém", defendeu Gonçalo Oliveira.

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