A verdadeira incógnita do Open da Austrália, que começa na segunda-feira, é saber se haverá alguém capaz de derrotar o sérvio Novak Djokovic, que, em caso de vitória, igualará o recorde de títulos de Roy Emerson.

Olhe-se para cima ou para baixo no quadro masculino e é quase impossível descortinar um adversário capaz de bater o atual número um mundial. Numa entrevista recente, o italiano Fabio Fognini foi quem melhor resumiu essa dificuldade: Federer (a constatação é extensível a todos os outros) só conseguirá voltar a vencer um ‘Grand Slam’ se o sérvio tiver um dia mau.

Novak Djokovic descobriu a fórmula mágica do triunfo e parece pouco disposto a abdicar dela, como se pôde ver no seu primeiro torneio do ano, em Doha, onde 'despachou' Rafael Nadal na final, por 6-1 e 6-2.

A forma assombrosa que exibiu na época passada – conquistou 11 títulos, mais especificamente três ‘Grand Slam’ (Open da Austrália, Wimbledon e Open dos Estados Unidos), seis Masters 1000 (Indian Wells, Miami, Monte Carlo, Roma, Xangai e Paris), o Masters, além do mais modesto torneio de Pequim – não se extinguiu com a mudança de ano e, por isso, o sérvio é o principal candidato a erguer o troféu em Melbourne, pela sexta vez na sua carreira, o que o deixaria empatado em títulos com o recordista Roy Emerson.

E até o sorteio foi simpático com ‘Djoko’: na sua metade do quadro não ficou Stanislas Wawrinka, o homem que se intrometeu no seu reinado em Melbourne Park (em 2014 afastou-o nos quartos de final) e o impediu de alcançar o ‘Grand Slam’, ao derrotá-lo em Roland Garros.

Se a lógica dos cabeças de série imperar, o primeiro grande obstáculo no caminho do sérvio de 28 anos será o japonês Kei Nishikori, que o eliminou nas meias-finais do Open dos Estados Unidos em 2014 rumo ao título, mas que está longe do seu melhor momento.

Caso supere com uma vitória o encontro dos quartos de final, o primeiro cabeça de série encontrará Roger Federer, o recordista de títulos de Grand Slam, que continua à procura do 18.º ‘major’, que lhe foge desde Wimbledon2012.

Embora o terceiro tenista mundial tenha sido quem mais apuros causou a Djokovic em 2015, impondo-lhe três derrotas, dificilmente sairá em alta caso o encontro das ‘meias’ se prolongue além do terceiro ‘set’ – Federer parece eterno, mas os seus 34 anos já pesam, sobretudo num torneio com temperaturas tão elevadas.

Na parte inferior do quadro, Andy Murray pode ter um percurso – que inclui um hipotético confronto na terceira ronda com o português João Sousa – relativamente tranquilo até aos quartos de final, altura em que poderá se cruzar com David Ferrer… isto se o seu filho não decidir nascer entretanto.

O número dois mundial já deixou bem claro que não hesitará em abandonar o Open da Austrália se o nascimento do primogénito estiver iminente, um cenário hipotético que pode beneficiar Wawrinka ou Rafael Nadal, quarto e quinto classificados do ‘ranking’ mundial, que estão em 'rota de colisão' nos quartos de final.

E se o título masculino está virtualmente entregue a Djokovic, o feminino também o estaria a Serena Williams, a campeã em título, mas o seu estado de forma é uma grande incógnita depois da ausência de três meses no final da temporada passada.

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