O velejador espanhol Roberto Bermudez de Castro, membro da tripulação do Camper Emirates Team New Zealand, do “skipper” Chris Nicholson, antecipa uma chegada «espetacular» da Volvo Ocean Race (VOR) a Lisboa no dia 31 de maio.

«Lisboa é uma cidade muito bonita para a chegada da regata. Toda a gente da Volvo [Ocean Race] está interessada em fazer a ‘parada’ de Lisboa. Vai ser muito bonito porque a chegada em baixo da ponte, com a cidade tão perto, vai ser fantástico», garante, quando falta menos de duas semanas para a capital portuguesa se estrear como porto de escala da maior regata de circum-navegação.

O velejador galego, engenheiro industrial de formação, fala um português quase perfeito e não perdeu a oportunidade para elogiar as condições de Cascais, onde tem muitos amigos e um local onde gosta de velejar.

«Mais do que Lisboa é Cascais. Cascais é um lugar fantástico para velejar. Velejei lá muitas vezes. Tenho lá muitos amigos», comenta Roberto Bermudez, que esteve na campanha do Brasil 1, de Torben Grael, em 2005/2006, que treinou em Cascais.

A ligação à cidade de Cascais levou Roberto Bermudez a mencionar um dos olímpicos nacionais, Afonso Domingos, já com passaporte carimbado para Londres2012.

«Velejei muito contra o Afonso, nos snipes e depois nos Star. É um muito bom ‘regatista’», sublinha, antes de desejar muitas felicidades ao olímpico português:

«Ele que traga uma medalha para Portugal.»

Na memória de Roberto Bermudez está ainda uma derrota frente a Afonso Domingos e Bernardo Santos, em 2004, precisamente na Bacardi Cup de Miami, uma das provas mais emblemáticas da elitista Classe Star, que a dupla voltaria a vencer em 2008.

«Aqui em Miami ganhou a Bacardi Cup. Foi o primeiro europeu a ganhar aqui a Bacardi Cup. Com um pouco de sorte, em Londres saca uma medalha», afirma o membro do Camper, após uma extenuante jornada de treino ao largo de Biscayne Bay, em Miami.

Afonso Domingos é, aliás, um dos exemplos que apresenta como um valor a ter em conta numa eventual campanha portuguesa para a VOR:

«Há muitos bons velejadores em Portugal e agora com uma escala em Lisboa é mais interessante que haja um barco português.»

Um outro nome incontornável quando se fala em grandes competições de vela mundiais é o de Patrick Monteiro de Barros e Roberto Bermudez não foge à regra ao apontar o empresário como o nome certo para encabeçar um projeto português.

Num momento em que muito se fala sobre o futuro da prova, o velejador do Camper lança um claro desafio aos portugueses e às empresas nacionais para que abracem um projeto luso na Volvo Ocean Race.

«Se há empresas espanholas interessadas [na VOR] e se há empresas de outros países, porque não poderão haver também empresas portuguesas interessadas. É um país com muita costa e muita tradição marinheira», remata.

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