O sinal de largada tocou às 14:00 e os sete veleiros da Volvo Ocean Race, alinhados entre as duas margens do Tejo, partiram de Lisboa para a penúltima etapa da prova, um momento acompanhado por centenas de curiosos.

Uma linha de centenas de pessoas espalhadas entre o areal, o pontão e o recinto da Volvo Ocean Race (VOR), na Doca de Pedrouços, esperou para ver partir os veleiros em competição e nem o sol e o calor os moveu.

À hora marcada, depois de se alinharem por ordem classificativa, os barcos iniciaram a arrancada em direção a Lorient, França, para a oitava e penúltima etapa da prova, mas antes velejaram ainda até ao Terreiro do Paço para serem vistos por quem passeia pela costa.

A falta de vento obrigou a algumas paragens, atrasando em cerca de uma hora a largada definitiva dos barcos rumo à cidade francesa e à passagem, novamente, pela Doca de Pedrouços, em Algés, algumas pessoas ainda os aguardavam, para assinalarem a despedida dos veleiros, ao fim de 11 dias em Lisboa.

A capital portuguesa disse então adeus à Volvo Ocean Race, num balanço que o diretor da etapa portuguesa, José Pedro Amaral, disse ter sido "ótimo, quer do ponto de vista do evento, quer no relacionamento com a organização geral e as equipas".

"Desde muito cedo que havia uma espécie de contágio de entusiasmo entre a Volvo Ocean Race e Lisboa e isso aconteceu. Muito perto dos 300 mil visitantes e acho que hoje ultrapassámos. Muita gente no rio a acompanhar a regata com barcos cheios de pessoas, portanto, foi um sucesso", sustentou.

Além disso, acrescentou o responsável, foi também cumprido o objetivo de criar uma maior relação com a organização global da prova.

"Era preciso afirmar, quer do ponto de vista da organização, quer do ponto de vista da cidade, o facto de não haver volta ao mundo sem Lisboa e isso é uma parte que foi resolvida, com o regresso da prova em 2018", disse.

Sobre a intenção de candidatar Lisboa para ser a sede definitiva da Volvo Ocean Race e de ser o ponto de partida da regata mundial em 2020, José Pedro Amaral considerou representar a "concretização da economia do mar, que tem de nascer virada para o mar e aproveitar este mar de oportunidades que está aqui mesmo ao virar da esquina".

Depois de ter sido o quinto na etapa que ligou Newport a Lisboa, o Abu Dhabi, comandado pelo britânico Ian Walker arranca para as próximas 647 milhas náuticas na liderança, com 16 pontos.

O Brunel, que o holandês Bouwe Bekking conduziu ao triunfo na chegada ao Tejo, segue na segunda posição, com 22 pontos, tantos quanto o veleiro chinês Dongfeng, terceiro classificado, sob o comando do francês Charles Caudrelier.

A chegada a Lorient deverá acontecer entre terça e sexta-feira e os veleiros partem depois, a 16 de junho, rumo a Gotemburgo, na Suécia, onde termina a prova.

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