O italiano Francesco Bagnaia (Ducati) venceu hoje o Grande Prémio da Comunidade Valenciana e tornou-se no primeiro piloto a revalidar o título de campeão mundial de MotoGP com o número 1 desde 1998, quando venceu o australiano Mick Doohan.

Bagnaia cumpriu as 27 voltas ao circuito de Valência em 40.58,535 minutos, deixando o compatriota Fábio Di Giannantonio (Ducati) na segunda posição, a 0,176 segundos, com o francês Johann Zarco (Ducati) em terceiro, a 0,360.

‘Pecco’ Bagnaia nem precisava da vitória para conquistar o campeonato pois o seu rival, o espanhol Jorge Martiín (Ducati) caiu na sexta volta após chocar com a traseira do espanhol Marc Márquez (Honda).

Martin, vencedor da corrida sprint, no sábado, partiu com 14 pontos de desvantagem, mas viu Bagnaia arrancar bem e a assumir a liderança da corrida.

Tentando seguir no seu encalço, ‘Martinator’ cometeu um erro na segunda volta ao falhar a travagem para a primeira curva, acertou na traseira da Ducati de Bagnaia, que se aguentou sem cair. O espanhol é que teve de seguir pela escapatória, baixando ao oitavo lugar.

Esse erro acabou por deixar Martín mais nervoso, acabando por provocar um segundo erro. Falhou uma travagem na sexta volta, quando já era sexto classificado e acabou por embater na traseira da Honda de Márquez, que deu uma pirueta no ar antes de cair na escapatória, ficando com o recorde de quedas numa temporada (28).

A Ducati de Martín também ficou no chão, assim como o sonho da conquista do título.

O espanhol regressou de boleia às boxes para se afundar num choro de desalento, apesar de confortado por todos.

Para a história ficou o título de equipas da Pramac, a equipa de Martín e Zarco, que se tornou na primeira equipa privada a vencer este campeonato.

Já Bagnaia chegou a perder o comando para o australiano Jack Miller (KTM) e o segundo lugar para o sul-africano Brad Binder (KTM), quando sentiu problemas com o pneu da frente.

A temperatura subiu, assim como a confiança do italiano, que voltou a passar Binder para assistir, impávido e sereno, à queda de Miller pouco depois, quando liderava confortavelmente.

De novo no comando, Bagnaia ainda resistiu ao ataque final de Di Giannantonio, para conquistar o nono triunfo da temporada.

“É incrível. Não tenho muitas palavras. Foi uma longa corrida. Não tinha grande confiança na frente mas a confiança foi crescendo. Finalmente conseguimos, ganhámos a corrida e o título. Melhor era impossível”, exultou o bicampeão, após uma corrida com muitas quedas e em que terminaram apenas 14 pilotos.

Com estes resultados, Bagnaia chegou aos 467 pontos, mais 39 do que Martín, que foi segundo.

Bagnaia sagrou-se campeão do mundo de MotoGP pela primeira vez em 2022, com o número 63, assumindo esta temporada o 1, sendo o primeiro piloto a conseguir revalidar o título ao utilizar este número desde 1998, quando Doohan venceu o campeonato com a Honda.

Desde então, só estamparam este número na carenagem das motas Álex Crivillé, Kenny Roberts Jr, Casey Stoner e Jorge Lorenzo, sem que, e apesar de terem repetido as conquistas, nenhum deles tivesse conseguido revalidar os cetros, enquanto Valentino Rossi nunca abdicou do número 46, tal como Marc Marquez o 99, Joan Mir com o 36 e Fábio Quartararo com o 20.

O português Miguel Oliveira (Aprilia), que não participou nesta última ronda devido a uma fratura na omoplata direita sofrida na prova anterior, no Qatar, há uma semana, termina o campeonato em 16.º, com 76 pontos.

AGYR // JP

Lusa/Fim

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