Em Portimão, numa das raras presenças em provas do Mundial de motociclismo de velocidade, Stoner, campeão em 2007 e 2011, recordou a rivalidade com o italiano, que conquistou o título em nove ocasiões, mas tem estado afastado dos primeiros lugares desde 2018.

“Vou ter tempo de falar com o Valentino este fim de semana, com as restrições estão menos pessoas no ‘paddock’ e tudo se torna mais calmo. Não estou surpreendido por ele abandonar este ano, sinto que podia ser num ano melhor, mas têm sido tantos e não é fácil escolher o momento certo”, admitiu o australiano, de 36 anos, em conferência de imprensa.

Stoner compareceu no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), em Portimão, onde vai assistir ao Grande Prémio do Algarve, da 17.ª e penúltima etapa do Mundial, depois de, segundo o próprio, ter estado “muito tempo ausente, desde Mugello, há cinco anos”.

“Este foi o meu mundo durante muitos anos, tenho aqui muitos amigos e senti a falta de todos, para ser sincero”, reconheceu o vencedor do Grande Prémio de Portugal de MotoGP de 2012, o último disputado no Estoril, onde já tinha vencido a prova de 250cc, em 2005.

O australiano foi o último campeão do mundo com uma Ducati, em 2007, lamentando que o italiano Francesco Bagnaia não tenha conseguido bater o francês Fabio Quartararo (Yamaha) para reeditar o seu êxito este ano, face à “qualidade que a Yamaha incute nas suas motas”.

Stoner deixou o MotoGP em 2012, ano em que terminou o campeonato em terceiro, atrás dos espanhóis Jorge Lorenzo (Yamaha) e Dani Pedrosa (Honda), assegurando sentir vontade de voltar ao ‘paddock’ para colaborar com jovens pilotos e algumas saudades dos dias anteriores às corridas.

“Às vezes, as corridas corriam bem e facilmente, mas, ao mais alto nível, é muito fácil cometer erros. Não voltei a ter a vontade de correr ao domingo, diria, talvez, que senti a falta dos treinos, que eram sempre muito divertidos”, frisou.

Sobre Rossi, que vai deixar a competição de motociclismo de velocidade no final da temporada, aos 42 anos, Stoner recordou a rivalidade entre ambos, elogiando a perseverança do italiano.

“O Rossi continua a gostar de correr e não há razão para não o fazer. Para mim, correr era vencer, era essa a minha razão ao acordar. Gostava de o ter visto a correr com os da frente, sobretudo depois do azar que teve em alguns anos”, referiu.

Questionado sobre o incidente ocorrido no Grande Prémio de Espanha de 2011, em Jeréz de la Frontera, onde chegou como líder e rodava no segundo lugar, quando o italiano o tentou ultrapassar e o derrubou. No final, Rossi assumiu a culpa e pediu desculpas, perante o desagrado do australiano.

“Acho que voltava a fazer tal e qual, nós tínhamos uma grande rivalidade e sabíamos que o Rossi ia entrar na luta daquele Mundial. No fim de contas, foi uma rivalidade fantástica, aprendi imenso com ele – e ele talvez comigo – aprendi a lidar com tudo bem melhor, tornou-se mais divertido. Não se pode correr sem rivalidade. O tempo dá-nos perspetiva, eu acabei a minha carreira e não tenho qualquer ressentimento, só respeito, por ele e pelo que alcançou”, rematou.

O Grande Prémio do Algarve, a disputar no domingo, vai ser a 17.ª corrida portuguesa, a segunda do ano, juntando-se às 16 edições do Grande Prémio de Portugal, que foi disputado entre 2000 e 2012, no autódromo do Estoril, em 1987, no circuito de Jarama, em Espanha, e em 2020 e 2021, em Portimão.

O Mundial termina em 14 de novembro, em Valência.

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