Foram três, os remates aos ferros e uma bomba que estoirou nas mãos de Rybka. O FC Porto iniciou a Liga dos Campeões com uma boa exibição e uma merecida vitória sobre o Shakhtar. O resultado tangencial não condiz com o domínio avassalador dos campeões nacionais sobre os ucranianos.

Mas o jogo inicialmente não correu bem aos azuis e brancos. E se já não bastava a grande penalidade falhada por Hulk, ao endossar a bola ao poste, a situação ainda mais se agravou, quando, dois minutos depois, Willian disparou um remate que parecia inofensivo, mas entretanto aconteceu o inesperado, quando Helton deixou que a bola lhe batesse no peito, e ressaltasse para a frente, onde surgiu Luís Adriano a marcar.

O jogo estava complicado para o FC Porto, mas a equipa não se enervou, continuou a dominar os ucranianos, manteve uma boa dinâmica ofensiva. Com o trio: João Moutinho, James e Hulk em grande plano. Os dois primeiros como organizadores. E Hulk como rematador de serviço, que ao quarto remate disparou uma bazuca incendiária que iluminou todo o estádio do Dragão. 

A expulsão de Rakitskyi, beneficiou o FC Porto. O Shakhtar na tentativa de dificultar a penetração dos donos da casa, recuou ainda mais os setores, colocando duas linhas horizontais defensivas, formadas por quatro jogadores, e só com Luís Adriano na frente.

Contudo os pupilos de Vítor Pereira aplicaram o antídoto com uma eficaz circulação de bola, a qual rolava em constantes mudanças de flanco, para dar maior amplitude ao jogo. E foi numa jogada brilhante pela ala esquerda, elaborada com um drible, uma simulação e o passe para golo de James para Kleber.

O FC Porto já era a equipa apontada como favorita para vencer o grupo G. Depois da inesperada derrota do Zenit perante o Apoel, os dragões reforçam ainda mais a candidatura ao primeiro lugar no grupo. 

Curiosas foram as afirmações que Vítor Pereira pronunciou depois do jogo. «O meu papel é não estragar o talento que tenho em mãos e deixá-los desfrutar do jogo e crescer como equipa, sem muitas amarras táticas». 

«Não me iludo com o tático, julgo que treinar é conduzir jogadores. Quem vai dar a dinâmica são os jogadores, são eles que promovem o modelo do jogo. Eu não acredito em «futebóis» em que o treinador assume o papel fundamental»

Em parte tem razão. Os jogadores não podem nem devem ser autómatos. O treinador tal como o jogador, é parte (liderante e pedagógica), integrante, responsável, e concretizadora de planos trabalhados no treino. 

O jogador deseja interiorizar, compreender, discernir, e interpretar a sua missão. Tendo toda a liberdade para tomar decisões conscientes e acertadas acerca do seu envolvimento como elemento preponderante na estratégia da equipa. 

Mas o planeamento tático do treinador é importante. Nesta interacção os jogadores interpretam o seu papel, têm um guião, uma pauta, e finalmente sabem o que fazer em campo. 

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